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23 de dezembro de 2010

Ministra da Educação sugere às escolas privadas que reduzam lucros

Desta vez estou de acordo com metade do que aqui se diz que Isabel Alçada disse!
Estou de acordo com a sugestão de as escolas privadas (com contrato de associação) reduzirem os lucros. Estou de acordo por ter conhecimento de chorudas transferências de lucros destas para as dioceses!
Não posso estar de acordo com: "a ministra garantiu que os contratos de cooperação são para manter «em todos os locais onde não existe escola pública na área», considerando que «o valor do financiamento deve corresponder ao serviço de educação»".  Não faz sentido depois de o governo, através da Parque Escolar, andar a "plantar" novos edifícios em quase tudo que são escolas, como se de repente tivesse havido um sismo exclusivo do território escolar, não edificar onde não há cobertura do Ensino Público, servindo-se por isso do Ensino Particular e Cooperativo. Também não posso estar de acordo que «o valor do  financiamento deve corresponder ao serviço de educação», por isto, e sabido que é que um aluno no privado fica mais barato do que no público, e não pensem que é só pela diferença de vencimentos dos docentes!
No fundo este debate ME/Ensino Particular, não passa de conversa da treta, por duas razões. Primeiro, o Ensino Particular sabe que se o ME quiser, edifica nos locais onde não há cobertura do Ensino Público e por isso não pode esticar a corda. Segundo, o ME sabe que não é popular ir contra a principal dona das Escolas Particulares que é a Igreja e sabendo isso, também, não pode esticar a corda. Porque se realmente qualquer governo quisesse servir os reais interesses do país numa lógica de escola pública, já há muito que os contratos de associação tinham acabado!
Depois também há aqueles casos em que a Parque Escolar investe numa EB 2,3 e a transforma em EB 2,3/Secundária e a 500m continua a haver um Colégio com contrato de associação para o Secundário!

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