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sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Mas afinal para que serve a Lei n.º 34/2010 de 2 de Setembro?


Eu também não sei a resposta!
O que é certo, pelo menos a julgar pela leitura, é que com esta alteração se pretendia alterar o regime de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, no capítulo referente às garantias de imparcialidade, nomeadamente, a não acumulação do exercício de funções com o de funções ou actividades privadas.
Notaram alguma diferença desde 2 de Novembro?
Sem querer escrever muito mais do que o suficiente para alertar, não seria uma medida séria para o actual contexto do país a aplicação desta alteração?

Ministério da Educação reforça equipa com dirigente da Fenprof.

Podem ler aqui a boa nova de um dirigente sindical que passa para a equipa do Ministério da Educação.
Em primeiro lugar quero ressalvar que não coloco em causa a pessoa (por regra não falo do que e de quem não conheço).
Não é mau feitio, mas confesso que esta notícia em nada me surpreende. Agora convínhamos que o meu olhar sobre o sindicalismo está, no mínimo, na moda. Pelo modo como exercem o sindicalismo, sempre olhei para os actuais "altos" dirigentes sindicais, da área da Educação, na perspectiva de uns meros aprendizes de político.
Talvez seja bom reflectir que, muito provavelmente,  trata-se de um docente, que com ou sem reconhecida competência (não questiono) e mesmo que não fizesse nada por isso,  passa por entre os meandros da política para chegar a um serviço central do ME por nomeação.
Não sei até que ponto nesta e noutras situações o sindicalismo, a sua visibilidade e os seus contactos privilegiados não são um trampolim político para uns quantos.
Também não sejamos ingénuos e entendamos que pode ser assim que se indiciam os sinais da não corrupção, ou em português de Portugal, o chamado "favorzinho".
Grave não é mudar, grave é "modelar" os valores, as prioridades e até mesmo as palavras só pela mudança. Mas também é relativo! Quantos professores fazem por esquecer que já foram alunos?

“À mulher de César, não basta sê-lo [séria], é preciso parecê-lo”.