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25 de fevereiro de 2011

Cegos pela utopia? Contra as quotas na avaliação, mas a favor de menos quotas na avaliação!?




Penso que contra as quotas estaremos, quase,  todos!

Lamento é que decorrente de um acordo ilusório entre alguns sindicatos e o ME, tenha sido dada oportunidade ao ME de alterar o despacho das quotas e com isso cortar habilmente na sua atribuição! Será que ainda ninguém reparou que enquanto no anterior modelo da ADD as quotas se podiam arredondar, neste novo modelo, apesar de também o arredondamento constar do projecto de despacho (ponto 9), na prática, pelo que está redigido nos pontos 11, 12, 14, 16 e 17,  tal não será possível e fará com que por exemplo: numa escola com dezanove professores contratados haja lugar só para a atribuição de quatro menções de Muito Bom e nenhuma de Excelente, enquanto com o modelo anterior seria também possível a atribuição de uma menção de Excelente. (Vários exemplos poderiam ser mencionados com outros universos que não o dos professores contratados).

Será que a FENPROF compactuou com o facto de, por universo de docentes de carreira, relatores e avaliados pelo director, não ser impedido o acesso a uma menção de Excelente e uma de Muito Bom (ponto 15)  e no caso dos professores contratados e pela aplicação do ponto 9 poder ser a este universo impedido o acesso a uma menção de Excelente e uma de Muito Bom?

Será que não havendo quota para todos a FENPROF quer que haja a menor quota possível para não diferenciar tantos professores?

Qualquer semelhança com miúdos que não lhes é dado o pacote das bolachas inteiro, não querendo nenhuma, é pura coincidência!

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