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10 de fevereiro de 2011

O problema da ADD estará só no modelo ou também está nas pessoas?

Ponto prévio: nada nesta reflexão tem carácter generalista.
Primeiro o facto: A ADD não é um problema, a ADD é o problema!
Agora as questões: Onde estará o verdadeiro problema? Só no modelo ou também nas pessoas? Se uma das funções inerentes à profissão docente é a de avaliar, se professores houve que avaliaram outros professores em estágio e em profissionalização, de onde vem a razão de tanta resistência?

Constato que tem havido um certo à-vontade no seio docente, aquando do primeiro ano de cada ciclo avaliativo, em que praticamente só os professores contratados são avaliados. Porém, pela segunda vez em dois ciclos avaliativos,  a poeira é levantada quando chega o segundo ano do ciclo avaliativo e, com ele, os professores de quadro estão prestes a ser avaliados (fim do processo).

O modelo, esse, já teve oportunidade de ser mudado, tanto teve que parecia que tinha sido! Enganaram-se! Até se pode mudar o modelo novamente, mas o que me parece é que é tempo é de mudar mentalidades!  Cada professor tem prurido em admitir que A ou B são diferentes,  sendo um melhor ou pior que o outro, mas já não tem qualquer problema em lutar por um carreira remuneratória em que o verdadeiro critério de progressão é a “velhice”. E, quanto nós sabemos da resistência à mudança que um ser humano tem  quando chega a velho!
Vejo muitas afinidades entre pessoas da mesma idade, só me falta saber onde está a razão de ser da afinidade! Se na idade, na geração, ou nos interesses de cada um! A propósito de interesses e seus jogos, não será muito honesto acusar outros, como os políticos por exemplo, de o fazerem, quando um mísero processo de ADD desperta na classe docente a mesma tentação!
 Pior que uma ADD injusta, só uma ADD desonesta!  
             O problema da ADD estará só no modelo ou também está nas pessoas?

“Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada.” Elbert Hubbard

1 comentário:

mcgs07 disse...

O/a autor/a começou o post com a afirmação de que o que afirmava não tinha carácter generalista. Calculo que o que queria dizer era que não pretende fazer generalizações. A parte dos "velhos", categoria na qual me incluo, não deve mesmo ser generalizada. As minhas observações (empíricas) ao longo de mais de 30 anos de ensino e em várias escolas, levam-me a acreditar que a resistência à mudança depende da personalidade de cada qual e das experiências de vida que teve e não da idade. Mas há um problema maior: Quem define o que é uma BOA MUDANÇA? Não será necessário resistir tenazmente a certas "mudanças"?