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8 de fevereiro de 2011

A utopia do mérito na aplicação do resultado do processo da ADD

Para que serve a ADD dos professores contratados?

Que supostamente serve para diferenciar os professores contratados todos os anos, num concurso nacional, com base no falso argumento do mérito, até ia já se sabe.
Mas para que serve mêmo? Mérito? Mas que mérito?
Em primeiro lugar, para além do processo de ADD utilizado para “encontrar” o mérito ser muito duvidoso, mas mêmo muito duvidoso, no fundo, tudo o que resulta da aplicação desse processo não reflecte qualquer mérito pela simples razão que a graduação de cada candidato é aleatória no mérito quando tem em conta a variável do tempo que pode ser discordante desse mesmo criterioso mérito.


Problema: Analisada, com atenção, a graduação de quatro professores contratados, onde está o mérito?

Indivíduo A: Média de 16 Valores, 2 anos de tempo de serviço e menção de Bom – Graduação 18,000;
Indivíduo B: Média de 15 Valores, 2 anos de tempo de serviço e menção de Muito Bom – Graduação 18,000;
Indivíduo C: Média de 14 Valores, 2 anos de tempo de serviço e menção de Excelente – Graduação 18,000;
Indivíduo D: Média de 10 Valores, 9 anos de tempo de serviço e menção de Bom – Graduação 19,000.

Resposta: O mérito não está na média com que com que cada professor concluiu o curso, assim como também não está no demérito de uma suposta política de mérito que se pretende associar ao processo de ADD. O mérito e o seu associado prémio estão na “velhice”!

2 comentários:

kkk disse...

ADD. O mérito e o seu associado prémio estão na “velhice”!

Esta afirmação quer dizer que isso é bom ou mau?

Não é uma questão de velhice, mas não se esqueça que a experiência nesta profissão é MUITO IMPORTANTE...

Anónimo disse...

O chamado mérito é uma farsa a partir do momento em que se baseia em um modelo de avaliação arbitrário e pior ainda com quotas.
Mesmo que o modelo de avaliação fosse bom, que não é, ainda tínhamos as quotas.
A avaliação ao ser inserida nos concursos podem reflectir uma dupla penalização para muitos de nós, bastando para isso termos tido um desempenho muito-bom ou excelente mas que na avaliação se traduziu num bom por falta de quota.
Por outro lado havendo colegas que, e por a avaliação ser arbitrária, terem tido avaliação de muito-bom ou excelente de forma artificial e nos passem à frente.
A avaliação nos termos em que é feita e enquanto existir quotas não pode ser incluída no concurso.