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10 de junho de 2011

Continuando a "medição"...

Não sendo, à primeira vista, a medida 65, da  racionalização dos currículos e da criação de agrupamentos escolares, pode parecer uma medida mais penalizadora do que a 77, da redução de custos através da melhoria dos resultados escolares e do limitar do abandono escolar precoce

A medida 65, tal como está proposta, pode levar quer à redução do pessoal docente e não docente, quer a uma reforma pseudo-curricular com o único objectivo de reduzir custos. O objectivo que se pretende alcançar com esta medida pode e deve ser alcançado com um outro tipo de medida que não uma reforma pseudo-curricular.

As reformas curriculares não devem andar ao toque da economia.

A medida 77, a ser aplicada, é de extrema gravidade. O que se trata é de, através do uso da máscara do sucesso escolar, fazer com que a reprovação não seja mais um acréscimo para a despesa do ME. Esta medida acumula o facto de ser tentadora para a estatística, por poder levar a melhores resultados no relatório PISA.

A reprovação é uma questão pedagógica, não uma questão económica.

Por fim, quem quer que venha a ser interlocutor negocial destas medidas deve ter o saber de olhar para reivindicações pelo ponto de vista da Educação, não pelo económico, muito menos pelo político.  

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