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19 de junho de 2011

A Mudança.

Com Nuno Crato à frente do “Ministério pela Educação” (como ele gosta de definir) podem vir a ser colocadas no “terreno” várias ideias por ele defendidas. Assim, tal como a reforma curricular de “Roberto Carneiro”, talvez não fosse descabido, em primeiro lugar, testá-las em “escolas-piloto”.
           
Num primeiro contacto as suas ideias pareceram boas, sobretudo por terem sido pronunciadas por alguém que estava fora do poder.
Uma vez no poder, essas mesmas ideias criam receio ao seu alvo.
Para o seu autor é chegado o momento de as saber fazer ponderar e testar, para assim as consolidar e, até, tentar minimizar a habitual resistência à mudança (bastante frequente no seio docente).
           
Soluções como a da aplicação de exames nacionais a todas as disciplinas, elaborados por uma entidade independente, que também permitam avaliar os professores, de forma indirecta, pela análise do acréscimo que estes trazem aos seus alunos, é também por mim defendida há muito anos. Devo dizer, que ao longo destes anos, sempre que defendo esta solução, junto dos pares, a reacção destes é quase sempre negativa. Estou convicto que agora não será diferente. Assim, a melhor forma de implementar esta medida talvez seja fazê-la de modo gradual, ou seja, à priori só considerá-la para a avaliação dos alunos e à posteriori inseri-la como indicador pedagógico na ADD, como complemento ou mesmo em substituição das aulas observadas.

Para bem da exigência, será tão útil quanto difícil conseguir esta mudança de paradigma na avaliação – quer dos alunos, quer dos professores.

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