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3 de julho de 2011

Breve reflexão sobre a alteração curricular.

Extinguir ACND, agrupar disciplinas para as quais se tem menos sensibilidade pessoal e reajustar a carga horária, não é fazer uma reforma curricular. 

Alterar o custo inerente ao currículo, argumentando uma reforma curricular, e fazê-lo até à entrada do próximo ano escolar, pode vir a ser precipitado e tornar-se caótico.

É necessário rever programas, tornando-os mais estanques. Entenda-se por estanque, o acabar com a dispersão do mesmo conteúdo por vários anos. Por exemplo, nas Ciências Naturais, mais do que alterar o nome da disciplina para Biologia/Geologia, a par do que se fez no Secundário, seria muito positivo encontrar um equilíbrio de exigência, de forma a distribuir por essa disciplina várias áreas do saber da Biologia e da Geologia, como Botânica, Zoologia, Microbiologia, Ecologia, Geodinâmica, Mineralogia, Petrologia, entre outras, e então distribuir essas áreas pelos diferentes anos de escolaridade do 3º ciclo.  


Se fizemos um paralelismo entre as antigas aulas de 50 minutos e as actuais de 45 minutos, podemos afirmar que, no 3º ciclo, a última alteração curricular, que deu origem ao actual currículo, foi "paga" com uma diminuição de 2 aulas/ciclo nas Línguas Estrangeiras, assim como, nas Ciências Humanas e Sociais (História e Geografia) e 1 aula/ciclo nas Ciências Físicas e Naturais (Físico-químicas e Ciências Naturais). Foi com essa mesma alteração curricular que surgiram as ACND e TIC.

O fim das ACND deixa um crédito de 7 aulas/ciclo para gerir no novo currículo.

Espero que a expressão: “Fazer mais, com menos”, não venha a ser utilizada em áreas que não o Português e a Matemática, e nestas se adapte a expressão para: “Tentar deixar de fazer menos, com mais”. Não podemos ir por sensibilidades pessoais, quando falamos do currículo, sob pena de arranjarmos novos problemas nas aprendizagens de outras disciplinas.

Para continuarem a reflexão deixo aqui o mapa do anterior plano curricular do 3º ciclo:


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