Autor

30 de julho de 2011

Preconceito...

Preconceito? Para quê? Ambos fazem ...

"A negociação começa dentro de duas semanas, mas quem souber ler nas entrelinhas já consegue adivinhar que os sindicatos e o ministro da Educação e Ciência dificilmente vão chegar a um acordo sobre o novo modelo de avaliação dos professores para o próximo ano lectivo. Não estão em causa as orientações gerais ontem apresentadas aos 14 sindicatos e federações no Palácio das Laranjeiras, mas um princípio-base de que nenhuma das partes está disposta a abdicar - as quotas para restringir as classificações mais altas. 

Esse calcanhar de Aquiles, aliás, nem sequer foi discutido em pormenor entre Nuno Crato e os sindicalistas. Foi quase um assunto tabu, mas, apesar do silêncio, cada um sabe o que o outro pensa. Basta ouvir ambas as partes. Nuno Crato, não querendo desvendar tudo o que vai fazer, vai avisando desde já que as "quotas são a regulamentação para toda a administração pública". É o mesmo que dizer que os professores não são casos especiais nem merecem regimes de excepção: "Se calhar temos de regulamentar até como uma forma de incentivar os melhores."

Do outro lado está o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que antes sequer de se sentar à mesa com o ministro da Educação sabe à partida que, se a tutela insistir nas quotas, "é certo e sabido que não haverá acordo". Está em causa um "sistema injusto" que "estrangula" a carreira de um professor excelente de uma escola e permite a ascensão de um outro colega só porque teve a sorte de frequentar um agrupamento com mais vagas para as notas altas, diz o sindicalista para justificar o finca-pé."

Comentário:
No actual modelo de ADD, que saiu de um acordo entre sindicatos e ME, não há quotas, pois não? Muito bem! Coerência acima de tudo!
Se as negociações fossem no "Palácio das Roseiras" talvez houvesse acordo. Mas, como são no Palácio das Laranjeiras, o mesmo talvez não seja considerado fotogénico para o retrato de família, logo, provavelmente, não haverá acordo!
Assim, o argumento das quotas por parte de quem já se sabe, não é mais que um bode expiatório.
Será considerado pecado do capitalismo um acordo entre um sindicato ligado ao PCP e o governo PSD/CDS?

Sem comentários: