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16 de setembro de 2011

Autonomia? Extrema!

Já sabemos, pelo passado recente, que a autonomia das escolas em termos de contratação de professores não funciona. Não adianta ser “visionário” e importar de outro(s) país(es) modelos que em Portugal serão descontextualizados. Visionário será encontrar/criar o melhor modelo para a nossa realidade.

Quando queremos impor cegamente a realidade de outros a alguém, geralmente dá asneira, mas depois do mal estar feito, mais cedo ou mais tarde, esquece-se tudo, como no caso do Iraque. Estou farto de americanices! Estamos em Portugal!



As escolas portuguesas com autonomia/TEIP já deram provas suficientes que não são capazes da confiança que lhes foi depositada em termos de selecção de pessoal docente. É um facto!



Depois há aqueles que, estando no "sistema", dão palpites dizendo que só assim se podem responsabilizar  os directores  pelos resultados obtidos. Seja! Mas então vai toda a gente a jogo, porque depois não quero ouvir o contra-argumento que afinal ainda não se pode responsabilizar os directores pelos resultados obtidos por causa da "herança". Para esses lembro que a arte de gerir recursos humanos não se esgota no fazer novo. A arte de gerir recursos humanos contempla sobretudo o saber rentabilizar da melhor forma os recursos já existentes. Ou será que agora também querem escolher os alunos? Às tantas é melhor escolher primeiro os pais! Ou até mesmo os avós! Dizendo de outro modo, há que juntar o pedigree do aluno à ficha de inscrição!



Haja paciência! 

2 comentários:

Anónimo disse...

Não podia dizer melhor! O que se está a passar é vergonhoso! Se a contratação passa a ser a nível de escola... eu e muita gente pode ir dizendo adeus ao ensino, porque fatores Cs não faltam por aí...

Ana

Anónimo disse...

Totalmente de acordo com este post! Isso seria mau de mais para ser verdade...