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21 de outubro de 2011

Apagar o fogo com gasolina!

Crato avisa: Acabou a tolerância para barricados


"O ministro da Educação não quer que se repitam episódios como os que levaram um grupo de professores desempregados a passar a noite no Palácio das Laranjeiras a 29 de Setembro. E deixa um aviso: «Os pedidos de audiência devem ser feitos através dos canais apropriados, e não pela invasão de edifícios públicos».  O grupo de professores desempregados que pernoitou na sede do Ministério da Educação e Ciência (MEC) não desarma: querem falar directamente com o ministro Nuno Crato. Mas não deverão ter sorte, já que o gabinete de Crato faz saber que considera que «o pedido de audiência já foi atendido» quando os manifestantes foram recebidos pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.
Para evitar que se repitam cenas como as do mês passado, o MEC emitiu esta sexta-feira um comunicado a deixar claro que não vai tolerar novas invasões do Palácio das Laranjeiras.
«A ocupação de prédios públicos não deve ser permitida, uma vez que põe em risco o interesse e o património públicos e a integridade física dos membros do governo, dos funcionários e dos próprios manifestantes», lê-se na nota enviada às redacções.
Acerca do episódio do dia 29 de Setembro, o MEC diz mesmo que a invasão à sede do Ministério impediu que o edifício encerrasse como de costume, «o que constituiu um risco para os próprios manifestantes, para os funcionários que lá tiveram de permanecer em função desta mesma invasão e para o património público».
A reacção surgiu depois de esta sexta-feira de manhã o grupo de professores ter contactado a assessora de Nuno Crato para marcar uma reunião, já que considerou «inconclusiva» a reunião com o secretário de Estado.
Mas o MEC considera que «o pedido de audiência foi já atendido» e frisa que, embora esteja «aberto ao diálogo», este deverá ser feito através dos canais próprios e preferencialmente «através dos órgãos representativos legalmente instituídos»."

O que me ocorre dizer:
Tal devia ser o puxão de orelhas no Conselho de Ministros...
Será isto um apelo à adesão ao sindicalismo? Alguma moeda de troca?
E quem não se revê nos sindicatos? 
Nem todos os "canais próprios" passam pelo sindicalismo!

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