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9 de novembro de 2011

Educação: Dirigentes sindicais custam 9 milhões

Dirigentes sindicais custam 9 milhões


“Educação: Há 281 professores ao serviço dos sindicatos

O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281, dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas, revelou ao Correio da Manhã o Ministério da Educação e Ciência (MEC). O CM perguntou à tutela qual a despesa que representam os professores destacados nos sindicatos e se, dada a situação de crise, o Governo a pretende reduzir. O MEC não respondeu.

Pelos cálculos do CM, a despesa rondará os 9 milhões de euros. Segundo o MEC, a soma dos 125 professores dispensados a tempo inteiro mais as dispensas parciais é equivalente a um total de 212,5 dispensas. Tendo em conta que a maioria dos dirigentes se posiciona em escalões avançados da carreira docente, e com base no valor bruto auferido no 9º escalão (3091,82 euros), chega-se a uma despesa de 9,2 milhões de euros por ano. Isto contando com 14 meses de salários e não incluindo outras remunerações.
Arménio Carlos, da CGTP, explicou que o total de dirigentes sindicais a tempo inteiro "não chega a meio milhar", pelo que os 125 docentes nestas condições representam cerca de 30 por cento do total. O facto de a classe docente ser a maior na Função Pública (cerca de 150 mil profissionais) e de o nível de sindicalização ser elevado ajuda a explicar estes números.
Em 2005, havia 1327 professores destacados que custavam mais de 20 milhões de euros. A ministra da Educação da altura, Maria de Lurdes Rodrigues, diminuiu esse número para 450. Em 2006, Governo e sindicatos acordaram nova redução, para 300. O número de dirigentes com dispensa de serviço docente passou a ser proporcional ao de associados dos sindicatos, pelo que a Fenprof, com 132 elementos, é a estrutura com mais dispensados." 

1 comentário:

Joaquim Ferreira disse...

Muito obrigado pela oportunidade. Só para dizer que a análise do Correio da Manhã é PURA MENTIRA... Uma VERGONHA de jornalismo. Deveriam aprender a fazer contas...! Se os dados que o jornalista publica provêm do Governo, pior ainda... Um jornalismo responsável e sério tinha a obrigação, no mínimo, de questionar os dados, de os analisar e só depois, porque concordaria com eles, publicá-los. Se não concordava, pelo menos apresentaria a discordância. Mas nada! Enfim... Na verdade, se estes que nos governam fazem assim as contas... que será de Portugal!??? Vejam o que está em Falso Jornalismo ou A Apologia da Falácia. De facto, é uma Falácia...!