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sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Posição vs razão!

            A propósito de radicalismos e hipocrisias na classe docente, pelo que não seria demais que quem a constituísse fossem verdadeiros profissionais da Educação!

Não é pelo facto de terem sido hipócritas, ao assobiarem para o lado, quando o processo de ADD se aplicava exclusivamente aos professores contratados, que os professores do quadro deixam de ter razão na argumentação agora apresentada!
Não é pelo facto de um professor não ter sido afectado pelos cortes salariais na função pública que deixa de compreender e estar ao lado daqueles que são os bodes expiatórios do pagamento das dívidas do país, do governo!
Não é pelo facto do ME não respeitar a classe docente que deixa de ter razão em relação ao desperdício de dinheiro com os contratos de associação.
Não é pelo facto do ME ditar e alterar as regras a meio do jogo que passa a ter a cega razão na questão dos contratos de associação.
Não é pelo facto de 93 escolas privadas com contratos de associação estarem a ter mediatismo que as restantes 400 escolas, de verdadeiro ensino particular, ficam no eterno anonimato.
Não é pelo facto de a maioria do sector privado da educação estar em silêncio que a voz dos que falam ganha razão.
Não é pelo facto de os docentes do ensino público não terem notado outrora manifesta solidariedade dos seus colegas do privado que agora não estão solidários com o facto destes serem usados por alguns dos directores e/ou donos dos estabelecimentos de ensino com contrato de associação.
Não é pelo facto de se ser docente com uma ideologia política de génese quase clubista e de se apregoar ter mente aberta que se é dono da verdade.
Não é pelo facto da maioria dos sindicatos de professores terem assinado um acordo com o ME, e parte dos professores não se reverem nesse acordo, que os sindicatos que não o assinaram ganham mais notoriedade.
Não é pelo facto de iniciativas que já se mostraram eficazes, pelo menos na abertura para a negociação com o ME, partirem dos sindicatos que agora são ineficazes.

É pelo facto de sermos todos seres humanos docentes, e só por esse, que todos nos havíamos de respeitar, independentemente de qualificações, cargos e aspectos sócio-económicos efémeros!

É muito fácil apontarmos radicalismos a sociedades ou mesmo a classes sociais diferentes da nossa, mas, talvez pela falta de distanciamento, é nos difícil identificar os nossos.