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sábado, 5 de Fevereiro de 2011

O limite de um professor contratado

Numa conjuntura em que cada vez é maior o número de professores contratados no universo dos professores, talvez seja o momento para pensar qual o limite de um professor contratado,  do ponto de vista estritamente profissional.
Enquanto professor, o professor contratado pode ser mais um entre os demais, ou então, como qualquer outro professor,  também se pode destacar quer pela positiva, quer pela negativa. Não entendo como alguns colegas contratados, pelo facto de serem contratados, optam por uma posição de segundo ou mesmo terceiro ou quarto plano como estratégia de sobrevivência na profissão, já para não falar daqueles que optam definitivamente pelo anonimato.
Não me resigno à sensação minimalista de estar a fazer um trabalho sem continuidade – a educação de um ser humano é um acto permanente, globalmente, com mais ênfase na "idade escolar". Não me resigno à ideia de trabalhar para uma carreira remuneratória – mas aceito que socialmente essa cenoura dourada tenha que existir. Resigno-me à ideia de educar e só a essa!
Não será, com certeza, o vinculo a um quadro que faz de nós melhores profissionais, mais dinâmicos, mais respeitáveis, mais seguros, mais convictos, mais informados, mais realizados, mais felizes. Não é um problema da docência adiarmos a nossa felicidade com o augúrio de algo que pode nunca chegar. Aprender a ser feliz com o que se tem talvez seja um sinal de inteligência.
O limite de um professor contratado está na legislação que lhe é aplicada! O limite de um professor contratado pode estar na “cabeça” de quem o observa, nunca de quem o é!