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segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Usar q.b.


"Os professores contratados temem não ver os contratos renovados no próximo ano lectivo e têm feito chegar aos sindicatos preocupações com a falta de informação sobre o concurso que deveria iniciar-se hoje."

ME - Um exemplo de grande generosidade!


"Finanças divulgam pela primeira vez os valores dos apoios concedidos pelos vários ministérios.
O Ministério da Educação, liderado por Isabel Alçada, é o mais generoso nos apoios directos concedidos com verbas do Orçamento do Estado (OE) de 2010, com mais de 156 milhões de euros entregues a câmaras municipais, centros de cultura e sociais, institutos, cooperativas para a educação, colégios e externatos. Mas a fatia de leão, mais de 52 milhões de euros, foi canalizada para entidades públicas, concretamente o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério e para a empresa pública Parque Escolar, com 40 milhões e 12,3 milhões de euros, respectivamente.
Na lista dos ministérios que mais apoios concederam com verbas do OE, seguem-se a Economia, Ciência e Ensino Superior e Trabalho e Segurança Social com 101 milhões, 83,9 milhões e 74 milhões de euros, respectivamente. No ministério gerido por Mariano Gago, grande parte das verbas foi canalizada para bolsas de investigação nas quais, por exemplo, a Fundação para a Ciência e Tecnologia investiu 83,2 milhões de euros. Em contrapartida, o ministério mais modesto foi o da Justiça, com pouco mais de um milhão de euros."

Onde está o concurso?


Concurso? Concursos, só  aqui!

Irresponsabilidade.


Na última meia dúzia de anos Portugal viu a sua dívida aumentar e muito, para além do razoável e do sustentável. Mas uma só pessoa não arca com tamanha responsabilidade, o bando de acéfalos que o rodeiam não são alheios. Pautados por uma forte tentação de só olharem para o umbigo, não mostrando a responsabilidade que lhes foi confiada. Só a falta de berço, deslumbrada pelo novo-riquismo, pôde conduzir o país a tal agonia, a quem nem faltou o tique de “perseguir” pessoas e uma classe inteira.

A irresponsabilidade de alarvemente gastar sem ter, camuflado pelos argumentos do ambiente, da saúde e da educação, que à partida parecem populares e interessantes, mas dado o tipo de investimento não passam de populistas e interesseiros.

Dada a dimensão da dívida não seria natural que o país estivesse com um nível de desenvolvimento condicente? Seria e realmente está! Temos um desenvolvimento condicente que espelha o tipo de investimento – uma cada vez maior assimetria entre pobres e ricos; um país a pagar uma dívida de algo que não tem! Vamos pagar a dívida de algo que comummente não temos, que não usufruímos, que pouco ou nada nos trouxe!

A lição que ficará do pagar da dívida que sirva de lição para quem pensa igual a quem a criou. O pagamento da dívida levará a uma mudança social, até ao momento em que possam vir a gastar, novamente, sem ter. A mudança cultural, essa, não deverá ocorrer, porque essa passa pela Educação.

E na Educação?
Na Educação, venha quem vier, continuarão preocupados com o peso, de quase ¼, dos vencimentos dos docentes no total dos vencimentos da função pública.
Cheque ensino? Escola entregue a privados? De modo cooperativo ou empresarial? Ajustamento de currículos pautados por pedagogia financeira?
Enfim, nesta linha, será tudo menos Educação!

E os professores?
Os professores que pensam que pior não virá, poderão vir a ser iludidos pela nova cenoura da ADD e talvez continuem enganados.


Basta de, doentiamente, exaltar a megalomania e descorar o humanismo.