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23 de fevereiro de 2012

O valor da 1ª prioridade do concurso externo proposta pelo MEC.

Quanto pode valer, em termos de lugares, a 1ª prioridade do concurso externo, proposta pelo MEC, a um professor proveniente do ensino particular e cooperativo com contrato de associação?

A tabela seguinte, expressa, com base nos dados do concurso externo para o ano lectivo de 2011/12, até quantos docentes do ensino público um docente oriundo do ensino particular e cooperativo com contrato de associação pode ultrapassar, por grupo de recrutamento.

A média de lugares nas listas de ordenação, por grupo de recrutamento, que um docente oriundo do ensino particular e cooperativo com contrato de associação pode ultrapassar, se a proposta do MEC vingar, ultrapassa os 81%!!!

Temos que defender o ensino público por e para aqueles que o serviram durante anos, e não podemos deixar que o reajustamento do ensino particular e cooperativo à Revisão Curricular seja feito à custa dos docentes contratados do ensino público.

11 comentários:

JM disse...

JM

Atenção colegas.
Convém não confundir concurso externo com concurso de contratação inicial. O primeiro destina-se à entrada nos quadros; o segundo à satisfação de necessidades temporárias.

O tal critério para a primeira prioridade, de acordo com a proposta do MEC, aplica-se aos dois concursos

JM disse...

Zaratrusta

O Sr. Mário Nogueira admite discutir este critério da 1ª prioridade com o MEC? O artº 10º da proposta é negociável?

Vamos esquecer os professores do privado. Imaginemos o prof. A, que foi o primeiro classificado do seu curso de formação inicial, tem 10 anos de tempo de serviço e uma graduação profissional de 25, mas nos últimos 6 anos só tem sido colocado em horários incompletos; e o prof. B, o pior classificado do mesmo curso, com 6 anos de tempo de serviço e uma graduação profissional de 18, mas teve a SORTE de ter conseguido 4 horários completos nos últimos 6 anos. O prof. B irá concorrer em 1ª prioridade e o prof. A será remetido eternamente para a 2ª prioridade, pois nunca mais irá conseguir um horário completo.

Isto é negociável?

Tratando-se de contratados, não era de esperar outra atitude por parte dos sindicatos.

Qual o fundamento deste artigo? Mais parece ter sido talhado à medida de algum familiar ou amigo.

Com exemplos destes por parte do MEC, o que diremos aos nossos alunos? Que não vale a pena o esforço, o trabalho, o mérito? Que o que importa é ter sorte ou conhecer as pessoas certas nos lugares certos?

Enviei um mail a todos os professores contratados que conheço, pois nem todos leram ainda a proposta do MEC.
Sugiro que todos façam o mesmo.

Chamo especial atenção para:
nº 6 do artº 5º
nº 2 do artº 10
nº 5 do artº 37

Estes artigos, juntamente com a revisão curricular, irão representar o despedimento de milhares de professores contratados.

O que eu não entendo é a justificação do nº 2 do artº 10º. É algo absolutamente arbitrário. Poderia ser “ serão colocados em 1ª prioridade os candidatos altos, louros e com olhos azuis”, assim isso passasse pela cabeça do ministro, e toda a gente aceitaria.

Qual é o problema do actual critério? Querem arranjar outro? Por que não as habilitações literárias e a formação dos candidatos a concurso?

A mim não me chocaria nada ser colocado em 2ª prioridade se os colocados em 1ª tivessem todos o grau de doutor, ou de mestre, em ciências da educação, em ensino ou em área relacionada com as matérias que leccionam. De certeza que se esforçaram em o conseguir e adquiriram conhecimentos e competências que eu não tenho. Este sim seria um critério justificável.

Anónimo disse...

"A mim não me chocaria nada ser colocado em 2ª prioridade se os colocados em 1ª tivessem todos o grau de doutor, ou de mestre, em ciências da educação, em ensino ou em área relacionada com as matérias que leccionam. De certeza que se esforçaram em o conseguir e adquiriram conhecimentos e competências que eu não tenho. Este sim seria um critério justificável."

Justificável ao ponto de ..?
Por exemplo, substituir na carreira os Quadros sem mestrados, dout, etc..?
Jk

Anónimo disse...

JM, que tal um critério de antiguidade para definir a 1ª prioridade???
Por exemplo: X dias de serviço.

Que tal?

Ana disse...

Apelo a todos os professores contratados que durante anos (independentemente da duração destes) serviram e asseguraram o Ensino Público, TODOS em condições precárias (uns mais que outros, dependendo da variável) que analisem esta tabela, bem como, os posts relacionados. Está aqui feito todo o "TPC" para que tenhamos noção do furacão que se avizinha num futuro muito próximo.
Por muito bem graduado que um professor contratado (Ensino Público) possa estar, estes dados mostram de forma clara e concisa que ninguém está imune a grandes alterações.
Quanto aos professores provenientes do ensino particular e cooperativo com contrato de associação, têm, também, aqui uma perspectiva do "falso" aliciamento a que estão a ser sujeitos.

"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio previne-o."
(Albert Einstein)

Sempre "atentamente",

Ana

Eli disse...

Olá!

Pois a mim choca passarem à frente de quem andou a "amealhar" tempo de serviço, investindo a sua vida própria e sacrificando-se tantas e tantas vezes para que mais tarde a justiça funcionasse e tivesse o que é seu de direito.

Eu pergunto novamente: por que razão deixou de se colocar o pessoal docente através da graduação?

"Ponham os olhos" no concurso dos Açores!

Desculpem, mas eu tenho que continuar a escrever isto em algum lado!

Anónimo disse...

Olá.
Grupo 210, 18 anos de serviço sempre com horário completo, de norte a sul.
Começo aficar cansada... :)

Ana Guedes disse...

Concordo com o anómimo das 9.21. O critério mais justo para a 1.ª prioridade seria X dias de serviço, como mínimo. Imaginemos: 730 dias nos últimos 6 anos. Agora esta treta de 4 horários anuais e completos nos últimos 6 vai varrer mt gente. è o meu caso que tenho 17 anos completos de serviçoi, mas nos últimos 6 tenho ido de mal a pior, apenas 2 anuais completos! Tenho 43 anos, estou farta disto!!!

teresa peres disse...

Na minha opinião a forma mais justa de prioridade é que todos aqueles que trabalharam no estado, independentemente da data em que o fizeram e de quantos dias tenham trabalhado pertenciam à primeira e os outros à segunda. dentro da primeira os candidatos deviam ser ordenados pelos dias de serviço no estado. ou seja uma pessoa com 30 dias de serviço no estado estaria na primeira prioridade, tal como uma que tivesse 3000 no estado, mas a segunda como tem mais tempo de serviço no estado estaria melhor posicionada na lista. ao fim ao cabo é assim que funciona nos privados que seguem a lei, quem tem mais tempo de serviço na empresa efectiva primeiro... o tempo de serviço noutras empresas não conta! nós nunca efectivamos ou sequer vinculamos, mas ao menos ficávamos melhor colocadas na lista... o tempo de serviço n o privado podia ser usado para ordenar as da segunda prioridade e para desempate na primeira.

Anónimo disse...

Não me parece bem que até aqui os professores do ensino privado tivessem de concorrer em segunda prioridade! Não existem professores de primeira mem de segunda. Professor é professor!

educar A educação disse...

Caro anónimo anterior,

Tenha calma que a proposta do MEC, para a 1ª prioridade, só contempla os que estão nos estabelecimentos com contrato de associação. Os restantes docentes dos particular então são de que classe? Primeira e meio?

Um abraço.