Autor

8 de março de 2012

O impacto da 1ª prioridade, nos 2º/3º Ciclos e Secundário por região do Continente.

Com base nestes dados resolvi analisar o impacto da 1ª prioridade, para os concursos externo e de contratação inicial, por região de Portugal Continental e por nível de ensino.
Na tabela abaixo apresento os dados seleccionados para a análise do impacto provocado pelos docentes dos estabelecimentos de ensino com contrato de associação, no universo dos contratados, e a variação consoante a região do país a que pensam/costumam concorrer.


Assim, a região mais penalizada poderá ser a região Centro, havendo um professor do ensino com contrato de associação por cada dois professores contratados no ensino público. A seguir vem a região Norte, com um professor do ensino com contrato de associação por cada cinco professores contratados no ensino público. Nas regiões de Lisboa e do Alentejo, há cerca de um professor do ensino com contrato de associação por cada dez professores contratados no ensino público.  No Algarve o Sol continua resplandecente, não tendo identificado qualquer escola com contrato de associação. 

Será então pertinente, que todos os professores contratados se acerquem da realidade, sendo aconselhável, tanto quanto possível, que os colegas que tendencialmente concorrem para a região Centro, alarguem para Sul a sua candidatura. Já os do Norte, só se for mesmo para a Galiza! 

Os professores do quadro para já podem ir respirando. 
Aproveitem bem o ar!
Quanto mais a costa (contratados) fica submersa, mais a água se aproxima das montanhas (quadros).

Mais uma vez, aproveito para vos desafiar, se ainda não o fizeram, a mostrar que não somos só 200 os professores que podemos ser afectados por esta medida, como diz o Professor Marcelo, nem tão pouco somos só 200 os professores que estamos conscientes desta igualdade desigual.
Assim, sejam participativos e enviem as questões abaixo formuladas para o e-mail: perguntasamarcelo@tvi.pt
O assunto do e-mail deve ser este: Concurso de Professores – Prioridades
1ª Questão
É legal que face à legislação ainda em vigor quem tenha garantida a 1ª prioridade nos próximos dois anos porque trabalhou num dos dois últimos anos no ensino público e face a mudança das regras nos concursos possa perder a 1ª prioridade por agora ser necessário ter 365 dias nos últimos 6 anos e não ter atingido este número de dias na legislação ainda em vigor?
2ª Questão
O regulamento dos concursos acordado esta semana permite que, no concurso externo de professores (para colocação nos quadros das escolas públicas), assim como no concurso  de contratação inicial, sejam igualmente ordenados na 1ª prioridade os candidatos oriundos dos estabelecimentos particulares com contrato de associação e os que têm desempenhado funções nas escolas públicas.
Considera razoável que o reajustamento do número de professores dos estabelecimentos particulares com contrato de associação, provocado pela Revisão Curricular, seja feito à custa dos professores do ensino público, aumentando ainda mais o número dos que serão empurrados para o desemprego e que até aqui serviram a causa pública?

3 comentários:

JM disse...

Partindo do pressuposto que estes dados estão correctos, e acredito que sim, somos cerca de 30 000 professores contratados no ensino público, o que representará ¼ do total dos professores do público.

Os maquinistas da CP fazem greve e o governo treme; os pilotos e controladores aéreos fazem greve e o governo abana. O que aconteceria se ¼ dos professores paralisasse por, digamos, uma semana?

Pensem nisso.

P.S. – É claro que isto sou eu a sonhar. Existe uma diferença muito grande: os dois primeiros são classes profissionais; os últimos são mão-de-obra barata que nem se consegue unir numa escola, quanto mais a nível nacional.

Anónimo disse...

Analisando este quadro prevejo que a região que vai ser mais afetada vai ser a região centro.
Quem é desta zona pode começar a pensar em saltar fora. Além deste problema o que vai tornar tudo ainda mais difícil é o facto dos professores colocados pela bolsa e em OE poderem renovar. NÃO VAI SOBRAR NENHUM HORÁRIO para quem ficar sem escola....

Ana Guedes disse...

Estou feita! Moro na região centro e com esta "invasão" dos profs do ensino privado com contrato de associação vai ser o caos! Se já era mau, pois quase nem aparecem horários, vai ser ainda pior!
Mas é de todo injusto este acesso facilitado à 1.ª prioridade por parte dos privados!!! Acho que é mesmo inconstitucional pois viola o princípio de igualdade, uma vez que a quem está no público se exigem 365 no ensino público e aos do privado rien! SE tivéssemos verdadeiros sindicatos e não arremedos de sindicatozitos esta questão não passava assim! E ainda vêm cantar vitórias de quê? Raios que os partam!