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14 de março de 2012

A opinião de Santana Castilho sobre a primeira prioridade.

Afinal não sou o único. Foi com satisfação que li a crónica de Santana Castilho no jornal Público e reparei que afinal o meu pensamento sobre o assunto não é uma ilha.
Aqui fica a transcrição de parte da crónica, onde é abordada a questão da primeira prioridade nos concursos externo e de contratação inicial e a sua relação com os interesses dos empresários do particular:
"É imoral que o ministro fale de equidade ao permitir que docentes do ensino privado concorram na primeira prioridade. O que fez foi beneficiar os empresários dos colégios privados, a braços com a retracção de alunos. O reajustamento no ensino privado será feito à custa dos professores contratados do ensino público: enquanto os colégios se vêem livres dos excedentes com mais tempo de serviço e por isso mais caros, milhares de docentes contratados do ensino público serão para sempre ultrapassados pelos colegas do privado. Equidade seria integrar nos quadros os docentes do público, precários há anos, como, aliás, PSD e CDS defendiam quando eram oposição e como acontece no ensino privado, por imposição do Estado."

5 comentários:

Milene disse...

Subscrevo inteiramente a opinião do Professor Santana Castilho. Grande injustiça....e como é que os sindicatos assinam um documento destes.

Ana Guedes disse...

Tb não entendo como é que há sindicatos a assinar uma sentença destas! Valha-me Deus!

maria disse...

Sindicatos? Muito amigos dos contratados, não haja dúvidas! Ao assinarem esta medida, só fazem com que muitos docentes que os sustentam deixem de pagar as quotas.
Cambada de ...

Ana Guedes disse...

Eu tb ñ sei é como é que ainda há colegas contratados que são sindicalizados! Gostam de pagar quotas para gente que há anos que nada faz em nossa defesa!

Anónimo disse...

Atenção às generalidades. Nem todos os sindicatos assinaram esta proposta/projeto. Sabem que até 2001 os professores contratados não tinham direito ao subsídio de desemprego? sabem quem o consegiu? foi a luta tenaz de um grupo de professores contratados organizados e sindicalizados; A profissionalização? idemm idem aspas aspas; e o direito à licença de mateernidade/paternidade?! também... é pouco ?! sim, é pouco, mas os sindicatos não legislam isso compete aos Governos que quase sempre estiveram "sensíveis" mas nada fizeram.
Por exemplo a vinculação extraordinária ou dinâmica. Houve projetos de vários partidos políticos sobre esta matéria (nomeadamente BE/VERDES/PCP) senpre chumbados pelos restantes. Tanto PS como PSD /CDS tiveram posições sensíveis enquanto oposição, mas enquanto poder nada fizeram. A resolução 37/2010 não passou disso mesmo, uma resolução sem caráter vinculativo votada favoravelmente em detrimento de um Projeto lei esse sim vinculativo.
Outro exemplo é o dos índices que há muito se vem exigindo que seja aplicado o 1 da nova carreira criada ainda no tempo da Maria de Lurdes Rodrigues... e o que é que o Governo faz agora e ALGUNS sindicatos aceitam? republica e aplica os mesmos índices que deixaram de estar em vigor a 31 de Dezembro de 2010 (fim do período transitório de aplicação do ECD -75).
Colegas sejamos coerentes, combativos, críticos mas conheçamos um pouco da história.
Vítor Miranda - Comissão de Contratados do SPGL / FENPROF