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27 de maio de 2012

Os 5 minutos que fazem toda a diferença.

O MEC ontem, sábado, sobre as matrizes curriculares publicadas na sexta, esclareceu o seguinte:


"Em resposta a pedidos de esclarecimento do PÚBLICO e de outros órgãos de comunicação social, o ME assegurou que “se a escola pretender manter os tempos de 45 minutos, os tempos atribuídos a cada disciplina podem ser exactamente os que foram anunciados na revisão curricular”. “Os tempos indicados por disciplina/área disciplinar são tempos mínimos, menores que os que foram anunciados, mas não são obrigatórios. São para o caso de a escola pretender fazer uma distribuição diferente dos tempos disponíveis, nomeadamente arranjando-os em 50 minutos ou outros”, especificou.

Neste contexto, o ME considera “claro” que, “se se somarem os tempos mínimos indicados, não dará os totais que constam das grelhas, que são tempos máximos globais”. “Cada escola pode retirar tempos numa ou noutra disciplina e reforça-los, ou não, noutras. Fica ao seu critério. As escolas que não quiserem assumir uma decisão deste tipo utilizarão os tempos que foram anunciados e que se enquadram máximos globais”, esclareceu. 
Em resposta ao PÚBLICO o ME esclarece ainda que decisão da redistribuição dos tempos compete à direcção da escola, depois de ouvido o conselho pedagógico e em função do projecto educativo."
in Público 

A explicação do MEC só veio confirmar a análise feita aquiaqui e aqui, ou seja, apresentar matrizes com múltiplos de 50 minutos, sob a capa da autonomia, tem como objectivo levar as  escolas a reduzir os tempos lectivos em todos os anos de escolaridade (3 tempos nos 5º, 6º e 12º anos, e 4 tempos nos restantes anos de escolaridade).

Optar por aulas de 50 minutos é optar pela redução do número de professores (quando comparado com os tempos de 45 minutos), é colocar-se ao lado da austeridade, independentemente do que ela signifique. Posso estar enganado, mas vai ser a opção feita por muitas escolas particulares.

Optar por aulas de 45 minutos é fazer a opção pela estabilidade, é não querer abrir guerras desnecessárias entre departamentos.

Optar por aulas de 40 minutos é ter a ousadia de desafiar a austeridade e aumentar o número de professores (quando comparado com os tempos de 45 minutos). Mas rapidamente o MEC regularia a situação, aumentando, neste caso, as horas lectivas para além das 22.

Já agora, vale a pena pensar o que o MEC fará aos 2 tempos lectivos supervenientes, aqueles que sobretudo suportam as aulas de substituição...

Cinco minutos para trás ou para a frente dos 45 farão toda a diferença!

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