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6 de junho de 2012

Crédito horário das escolas depende da avaliação dos alunos.

O Despacho Normativo n.º 13-A/2012, faz depender o crédito horário a atribuir às escolas do "indicador da eficácia educativa" (EFI), que resulta da avaliação sumativa interna e externa (Anexo III), ou seja, da avaliação dos alunos. Nomeadamente:

  • Resultados da avaliação sumativa externa (Crédito a atribuir entre 0 e 30 horas);
  • Diferenças entre avaliação sumativa interna e avaliação sumativa externa ( Crédito a atribuir entre 0 e 20 horas);
  • Comparação da variação anual das classificações de exame de cada escola ou agrupamento com a variação anual nacional (Crédito a atribuir entre 0 e 30 horas).


Assim, o MEC pretende que:
  • quanto melhor forem os resultados de avaliação sumativa externa, mais horas a escola tenha para distribuir. (Pensava que quanto pior fossem os resultados, maior era o trabalho que teria que ser feito pelas escolas, sendo para o efeito atribuídas mais horas. Estava enganado!);
  • seja reduzida a discrepância entre a avaliação sumativa interna e externa, premiando as escolas que conseguirem menor discrepância com mais horas para atribuir. (Já era tempo de por termo à especulação avaliativa)
  • seja ignorado o contexto sócio-económico das escolas, comparando a variação anual das classificações de exame de cada escola ou agrupamento com a variação anual nacional.


Com este novo paradigma a atribuição de crédito horário às escolas, dependente do EFI, pode variar em as 0 e 80 horas!



3 comentários:

Anónimo disse...

Pode variar entre 0 e 80 horas?
Só se nas tuas contas, que, diga-se, estão erradas!
Aconselho leitura atenta do comunicado do MEC. Em alternativa, fazer contas corretas, nem que seja com recurso a papel e lápis.

educar A educação disse...

Caro Anónimo das 15:02,

As contas até poderiam estar erradas. Mas quais contas?
Felizmente, há gente que sabe estar na blogosfera e que quando detecta um erro, para além de o identificar, explica-o comprovadamente.
Outros há, que mais não fazem do que pavonearem-se, não acrescentando nada ao conhecimento.
Não se preocupe que se houver realmente um erro, logo que ele seja demonstrado, será corrigido.

Um abraço.

Anónimo disse...

Ainda estamos à espera da demonstração das contas erradas do caro anónimo das 15:02 de 7 junho, sempre ficávamos a perceber como se podem fazer as contas corretamente, não por questões matemáticas mas sim legislativas.