Autor

5 de setembro de 2012

GAME OVER


Nuno Crato e FNE preparam-se para mais uma escusada novela/encenação negocial.

Se o MEC quer vincular professores aos quadros, todos sabemos que a actual legislação já o permite!

Se o MEC quer uma vinculação extraordinária não será com certeza no âmbito temporal. Antes do próximo ano escolar a mesma, a existir, não terá efeitos práticos, portanto, só poderá ser extraordinária na forma. Quadros de primeira e de segunda?

Num tempo em que milhares de professores nunca mais voltarão a exercer a profissão, vêm FNE e MEC com novelas mediáticas para desviar o centro das atenções.

Nuno Crato já havia anunciado no Parlamento esta jogada e vem agora a FNE tentar querer fazer parecer que a conseguiu.

Basta! Deixem os professores em PAZ, parem com os jogos mediáticos, abram as vagas de acordo com os moldes previstos na lei e não contaminem a carreira com novas precariedades.

Se os professores soubessem pôr os sindicatos na linha, talvez o MEC tivesse mais pudor em manipular a opinião pública e publicada.

Se manifestações contra o MEC não resultam, talvez nos sindicatos pudessem desencadear efeito dominó...

4 comentários:

JM disse...

Muito bem!

Na Sala de Aula disse...

Só não percebo como é que ainda há milhares de professores que se sentem representados por este tipo de sindicatos que apenas se atropelam uns aos outros, fazem o jogo de alguns partidos políticos e são comandados por gente que não sabe o que é dar aulas há dezenas de anos...

Anónimo disse...

Se TODOS os professores sindicalizados entregassem o seu cartão e comunicassem que não pagariam mais quotas, talvez fosse um sinal de alarme para os sindicatos repensarem a sua atitude. Já fui sindicalizada e deixei de o ser quando estes assinaram o célebre memorando de entendimento com o ministério de MLR. Perdi a confiança nas suas capacidades, quer de representação de uma classe (difícil, é certo!), quer negocial ou de luta. Neste momento, tendo em conta o que vou assistindo: os contínuos erros e mudanças de regras nos concursos, a brutal dimensão da dispensa dos professores contratados onde me enquadro, a constante e cansativa facilidade com que colegas se maltratam dando um exemplo péssimo de ética e profissionalismo criando ambientes de trabalho que mais lembram a lei da selva, não tenho dúvidas que os sindicatos encontrarão apoio apenas no financiamento do MEC e, quiçá, num grupo alargado de professores que, até agora, não foram beliscados com todas estas alterações.
Confesso que, por vezes, sinto que os professores merecem o que está a acontecer. E digo-o com profunda tristeza porque verifico que não somos capazes de nos unir e, principalmente, de compreender que tudo o que aceitamos do MEC sem qualquer reacção e luta da nossa parte traduzir-se-à nas condições em que iremos trabalhar. O que aconteceu aos professores contratados, acontecerá amanhã aos professores do quadro. Todo este ambiente que se vive reflecte, na verdade, o pouco respeito que temos por nós próprios e pelo nosso trabalho.
MD

Anónimo disse...

Caros professores, talvez esteja na hora de usar a bomba atómica!! Ir para a escola entreter criancinhas é o que já nos mandam fazer na escola. Na minha escola desapareceu a figura das aulas de substitruição, agora vamos ficar armazenados na biblioteca à espera que algum colega falte. Se tal acontecer, Temos que entreter as criancinhas, não com atividades relacionadas com as disciplinas, mas com brincadeiras, tipo auxiliar no recreio. Ficamos a ver as crianças a brincar no pátio da escola.
Sabem o que é a bomba atómica em que todos pensamos mas ninguem tem coragem de dizer? Estar na sala de aula com os alunos e não dar qualquer matéria, dia após dia. Isto sim alertaria os pais. Talvez apareça por aí alguns colegas muito preocupados com a imagem do professor, com a ética, tudo treta!! A nossa imagem nunca esteve tão desgastada e ridicularizada pelos pais e comentadores. Só assim mostraríamos a nossa força!! De que estamos á espera!! Deste modo também não nos vinham ao bolso, ao contrário das greves normais que só servem para encher os cofres do estado. Pensem nesta hipótese, é o última arma que temos!!