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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2 em 1: Concursos Externo e Interno só em 2013. Casanova na linha de Marcelo e está instalada a confusão.

"Em declarações aos jornalistas após uma reunião no Ministério da Educação, o coordenador da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou aos jornalistas que "um professor que esteja colocado em Olhão e queira mudar para Tavira pode acabar por ser colocado em Santiago do Cacém".
"Tem que se candidatar a três quadros de zona pedagógica (QZP) e isto é mais grave quando é um destacamento por aproximação à residência ou destacamento por doença, todos os candidatos estão obrigados a pôr três QZP", indicou o sindicalista.
No caso dos contratados, indicou, correm o risco de ser colocados "a trezentos quilómetros de casa para terem um horário de seis horas" - em que ganham abaixo do salário mínimo -, que não podem recusar porque serão excluídos dos concursos.
O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar afirmou que esta regra é para "professores contratados" e que haverá um conjunto de horários entre seis e 21 horas semanais para se candidatarem.
"Em função da distância, os professores concorrerão ao horário que mais lhes convier: podem ter um horário mais reduzido perto de casa e um mais alargado a uma distância superior", afirmou o governante em declarações aos jornalistas.
Relativamente a outra disposição da proposta de regulamento, João Casanova de Almeida negou que algum professor que estava incluído no escalão de primeira prioridade nos concursos seja "preterido" por passarem também a estar nesta prioridade os docentes que dão aulas em estabelecimentos privados, com contrato de associação com o Estado.
"Ninguém ultrapassa ninguém, a primeira prioridade contempla a maioria dos horários atribuídos", garantiu o secretário de Estado, que salientou que "estas escolas [privadas] estão a prestar um serviço público".
Mário Nogueira criticou que, ao mesmo tempo que os professores das privadas passam à primeira prioridade, dela saiam "professores de escolas públicas de outros ministérios", como os das escolas de português no estrangeiro ou escolas profissionais públicas.
"Isto não tem sentido, a não ser que se esteja a fazer um frete ao ensino privado", afirmou Mário Nogueira, acrescentando que, no setor privado, "o patrão continua a convidar quem quer e depois despeja para o sistema público os que já não quer".
A Fenprof reclamou também novamente a realização de um concurso para preenchimento de quadros este ano, apontando os mais de 20 mil lugares que vagaram no quadro do setor público de ensino desde 2006, em contraponto com as cerca de 400 admissões.
"As escolas estão com um quadro docente extremamente instável. Na sua maioria, os professores são contratados", frisou.
João Casanova de Almeida declarou que "o concurso nacional de abertura de quadros realiza-se de quatro em quatro anos e o próximo é em 2013".
O secretário de Estado afirmou que, até lá, o método é "grupo a grupo, perceber as necessidades do sistema".
Fonte: DN 

MEC comprometeu-se a alterar proposta inicial de alteração do regime de concursos.

"A FNE começou hoje a negociar com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) as alterações ao atual regime de Concurso de Professores. A reunião de hoje serviu, apenas, para analisar as duas propostas sobre o que ambas as partes consideram ser fundamental ver regulado no futuro diploma dos concursos para seleção e recrutamento de pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básicos e secundário.
A delegação da FNE, liderada pelo secretário geral, João Dias da Silva, teve oportunidade de manifestar junto do Secretário de estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, a sua total discordância com algumas das propostas do MEC que constam do documento inicial, enviado aos sindicatos, há pouco mais de uma semana. A FNE alertou também para a necessidade de antecipar o concurso geral previsto para 2013.
O MEC comprometeu-se a alterar o documento inicial, integrando agora no novo articulado alguns dos contributos da FNE. Até ao final desta semana será conhecido o novo documento, estando a próxima reunião agendada para o dia 5 de março."
Fonte: FNE 

O que pensam os sindicatos da proposta do MEC sobre os concursos.





No Blog Dear Lindo: A Resposta de Marcelo

A Resposta de Marcelo


A pergunta que o Arlindo elaborou na quinta-feira foi esta:
"Concorda que os professores que trabalharam no ensino público num dos  últimos dois anos anteriores à abertura de um concurso público e que tinham  prioridade sobre todos os outros a possam perder de um momento para o outro para  docentes que trabalharam quatro anos completos nos últimos 6 em escolas  particulares com contrato de associação?"


Tenho que fazer o seguinte reparo: não foram todos os professores que podem ser atingidos que mandaram a pergunta. Só foram 200! Para que fossem todos faltavam uns zeros...