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quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Metas para as disciplinas de Matemática, Português, Educação Visual, Educação Tecnológica e TIC

Metas curriculares no "Básico" serão obrigatórias a partir de 2013/14
"O ministro da Educação e Ciência afirmou, esta quinta-feira, que serão obrigatórias, a partir de 2013/14, as metas curriculares que lançou, esta quinta-feira, para discussão pública e que visam um ensino "bem estruturado", baseado num modelo anglo-saxónico.
Em conferência de imprensa na Secretaria Geral do Ministério da Educação, Nuno Crato indicou que, para o próximo ano letivo, as metas para as disciplinas de Matemática, Português, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias de Informação e Comunicação do ensino básico serão "fortemente recomendadas".

Elaboradas ano a ano, as metas, que estarão em discussão pública até 23 de julho, destinam-se a "definir com clareza o que se quer que cada aluno aprenda".
São "objetivos cognitivos muito claros" para professores e alunos, indicou, rejeitando que se ponha em causa a "liberdade de método" dos docentes para ensinarem as matérias.
Nuno Crato afirmou que as metas vão "clarificar aquilo que, nos programas, deve ser prioritário, os conhecimentos fundamentais a adquirir e as capacidades a desenvolver pelos alunos ao longo dos diversos anos de escolaridade".
"Não pretendemos atuar de uma forma dirigista em relação à pedagogia", garantiu Nuno Crato, que defendeu a necessidade de um "ensino bem estruturado".
"Julgamos que este processo corresponde a uma ambição de muitos professores", apontou o ministro, reiterando que se dá "total liberdade aos professores" mas que se querem "resultados e para isso tem que se traçar objetivos".
As metas curriculares lançadas esta quinta-feira para discussão são baseadas no modelo de "standards" e "core standards" seguido no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, e são um "movimento moderno", salientou.
"Antes apostou-se numa grande liberdade, mas com a massificação do ensino e as dificuldades, há mais consciência da necessidade de um ensino mais bem estruturado", declarou.
O modo de verificar se, ao longo do ano letivo, as metas estão a ser cumpridas consegue-se com "vários sistemas de aferição", desde logo as provas e exames de fim de ano e que são "provas externas" à escola que permitem aos alunos e professores "saber onde estão".
Nuno Crato afirmou que o ministério está em diálogo com as editoras de livros escolares, que manifestaram disponibilidade para "ajustar os manuais" aos objetivos que fiquem consagrados definitivamente nas metas curriculares.
De 23 de julho a 3 de agosto, o ministério irá incorporar, na versão definitiva das metas, os contributos da discussão pública que achar "mais adequados", afirmou Nuno Crato." 

Problema técnico!?


Ministério transformou professores do quadro em contratados nas estatísticas de 2010/2011


"A Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) enganou-se nos dados sobre o ano lectivo 2010/2011 que disponibilizou na passada segunda-feira.
Os dados relativos ao continente e ilhas apontavam para a saída, só em três anos, de 23 mil professores do quadro e para o acréscimo, no mesmo período de cerca de 20 mil professores contratados, conforme o PÚBLICO então noiticiou. Mas no site da DGEEC foi disponibilizada hoje uma errata que altera substancialmente esta informação.
Diz-se aí que, “devido a um problema técnico de recodificação de variáveis, algumas categorias de professores do quadro foram incorrectamente classificadas como professores contratados”. No concreto, acrescenta-se, o erro diz respeito a “todas as categorias relativas aos novos quadros de agrupamento”.
Os novos dados relativos ao continente e ilhas dão conta de que entre o ano lectivo de 2008/09 e 2010/11 saíram do quadro 7629 professores e não os 23 mil contabilizados na primeira publicação. Assim, em 2011, o número de professores de quadro era de 112.507. Por outro lado, o número de contratados no ano passado era de 38.401. Na publicação anterior eram contabilizados mais de 50 mil. Assim, no ano passado por comparação a 2009, havia mais cerca de quatro mil docentes a contrato nas escolas." 

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