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27 de janeiro de 2013

Manifestações avulso


Confesso que, dada a gravidade do que está a ser feito à Educação em Portugal, não entendo como os supostos representantes da classe docente, não mais que legais, não conseguem convergir para uma tomada de posição conjunta como o fizeram no tempo da outra senhora.


Se as associações/federações sindicais não conseguem acertar os passos numa caminhada conjunta, como querem mobilizar toda a classe profissional?


Se o conseguissem a coisa já não era fácil, assim é impossível.

Não é só o MEC que está a prestar um mau serviço ao país com a sua agenda de cortes cegos na Educação, também os sindicatos e outras associações que colocam os seus interesses à frente da defesa da Educação não podem lavar as suas mãos como Pilatos. 

Todos são Pilatos - todos aqueles que, por uma ou outra razão, engolem em seco ao prestarem vassalagem ao Governo a favor de interesse em vista ou em pagamento.

Não devo andar muito longe da verdade se pensar que nos corredores as conversas dos afins abordam as posições estratégicas a se tomar nestas situações.

É evidente que os sindicatos, como tal, não podem deixar de se manifestar, mas se por exemplo não se manifestarem conjuntamente com outros sindicatos a coisa fica bem mais diluída. Depois é vê-los à vez nas capas dos jornais e nos espaços noticiosos, famintos de mediatismo (suplemento associativo).

Lamento que haja ainda aqueles que acreditam em posições desinteressadas de associações/federações que gravitam à volta da Educação. Esses crentes podiam por exemplo analisar alguma coisinha sobre o financiamento, o património e as actividades paralelas dessas associações/federações. 


"Uma mão lava a outra"...

... e entretanto vão-se fazendo umas cócegas: