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15 de junho de 2013

É o que se chama governação à vista


"O ministro da Educação, Nuno Crato, disse na  sexta-feira que só na segunda-feira, dia da greve dos professores, o ministério  terá uma resposta para dar aos alunos que eventualmente não consigam fazer  os exames nacionais devido à paralisação." 

Pais apelam ao ministro da Educação para adiar exames

«Pensamos que esta decisão é a decisão mais democrática», defende a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação

Greve - O desmame a uma profissão

Para além de tudo o que está incorporado no contexto de uma greve, as greves, geral e às avaliações, podem ser encaradas também, por muitos professores que deixarão de exercer em final de Agosto e que passarão ao desemprego e à mobilidade, como uma espécie de desmame a uma actividade profissional com que viveram anos-a-fio.

As quebras de ritmo, inerentes às greves das avaliações, na azáfama de reuniões típicas de um final de ano lectivo terão, infelizmente, para muitos professores, um efeito profilático no tédio que chegará com o desemprego. 

A passagem da carga horária da direcção de turma a componente não lectiva e a constituição de ainda mais mega-agrupamentos são só as últimas medidas tomadas, que deverão ser somadas a todas as anteriores, e que continuarão com o cego racionamento financeiro do MEC reflectido em não contratações e à mobilidade de docentes do quadro. 

Sanidade mental, que ainda resista, prescreve, durante 15 dias, uma greve por dia às avaliações, com uma toma de uma greve geral a meio e outra mais lá para o fim do "tratamento".

Em 2012, foram 14 mil. Agora mais 20 mil professores contratados a eliminar.

DN, 15 de Junho de 2013