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29 de janeiro de 2015

A rapidez das substituições

Deixo aqui um comentário feito no Umbigo que retrata resumidamente o processo de substituição de um docente. Não chamaria burocrático ao processo mas antes servidor-de-interesses-terceiros, por entender que só isso explica que se continue com três tipos de concursos (BCE, CE e RR) em paralelo e interligados originando atrasos em cadeia. Por exemplo: para sair uma lista dos candidatos disponíveis para colocação em BCE é necessário que corra primeiro a RR. 
Podem mudar o que quiserem mas enquanto houver concursos em paralelo haverá sempre "falhas" e desperdício de tempo nas substituições. 

"O problema no sistema é que a coisa é demasiado burocrática:
1- No dia X chega o atestado de 30 dias à secretaria
2-Nesse mesmo dia pede-se o horário e nesse mesmo dia o pedido é validado pela dgrhe
3-O horário vai para Bolsa de recutamento – durante os dias até sair a publicação
4-Se nenhum professor de quadro (BR) ficar colocado naquele horário ele continua em concurso mas passa para a BCE
5-Ao fim de um dia ou dois aparece a lista de professores candidatos ao grupo de recrutamento na BCE para o agrupamento.Essa lista supostamente está atualizada…
6-Começa o serviço telefonico: a direção telefona para todos os professores, começando no 1º e pergunta se estão colocados ou se querem aceitar a vaga. Uns já estão colocados, outros não atendem o telefone, outros moram longe…não sabem se não serão chamados de outra escola mais perto…já não se lembram de ter concorrido à escola em questão…querem saber os critérios para ver se têm os documentos ou não…
7-Se algum aceitar…a direção seleciona-o e ele tem xx horas para ir aceitar e depois mais xx horas para se apresentar
8-Se algum não atender o telefone… tem de ser selecionado na aplicação… depois ao fim de 48h é eliminado e a direção pode selecionar o seguinte…
9-Já aconteceu só ao 14º da lista encontrar um interessado….
O método telefónico permite poupar dias…mas mesmo assim a coisa demora sempre mais de duas semanas…
Isto no caso da escola estar em autonomia e estar sujeita à BCE… nas outras será como nos anos anteriores…a vaga vai a concurso em oferta de escola e depois também tem os seus timmings…que também não são muito céleres…"