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27 de dezembro de 2016

Provedor de Justiça pressiona ministério a vincular mais professores


Num parecer datado do dia 16 deste mês, enviado ao gabinete da secretária de Estado adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, José de Faria Costa começa por recordar que, desde 2012 - então através do seu antecessor, Alfredo José de Sousa -, a Provedoria de Justiça vem alertando o Ministério da Educação para a necessidade de cumprir a diretiva 1999/70/CE, que obriga o Estado a aplicar aos trabalhadores do setor as mesmas condições que vigoram nos privados em matéria de combate à precariedade e ao abuso das contratações a termo.

Um objetivo que, diz o Provedor, não foi alcançado durante a passagem pela 5 de Outubro de Nuno Crato, apesar de este ter vinculado cerca de três mil professores, porque a "norma-travão" por este desenvolvida, que previa a entrada nos quadros após cinco contratos anuais, completos e sucessivos, no mesmo grupo de recrutamento", se revelou demasiado restritiva.

"A ineficácia das medidas tomadas em 2013 e 2014 para atingir o objetivo ou o efeito útil do acordo-quadro estará, por certo, relacionada com as condições cumulativas de que o regime faz depender quer o limite máximo de duração dos contratos a termo sucessivos quer a preferência concursal para os docentes que o atinjam", diz o Provedor, dando o exemplo da obrigação de ter trabalhado sempre no mesmo grupo de recrutamento para questionar a legitimidade do sistema: "Não se vê como justificar que os docentes mais versáteis, por serem detentores de habilitações para várias disciplinas, devam ser prejudicados no acesso a uma relação de trabalho estável", nota.

21 de dezembro de 2016

Vinculação - 15 anos de serviço? (Continuação)

Como já tinha referido aqui, a partir do exemplo que foi dado ontem pela SE, parece mesmo que o Ministério poderá recuar no tempo exigido para um professor a contrato entrar no quadro

Resumo da reunião de hoje entre o SIPE e o ME

O SIPE reuniu hoje, dia 21 de dezembro, com o Ministério da Educação para debater a alteração ao diploma dos concursos

Alguns aspetos positivos 
O ME ficou de analisar a possibilidade de garantir o cumprindo da colocação por graduação profissional na mobilidade interna entre os QZP  e os QA. 

Algumas das propostas tiveram recetividade positiva nomeadamente: 
- os docentes de QA que não conseguirem aproximação à residência poderem continuar em concurso até a segunda reserva de recrutamento. 
A possibilidade dos docentes exercerem transitoriamente funções em outro grupo de recrutamento, para o qual possuam habilitação profissional.

Não retiram a norma travão;
Não retiraram as reconduções. 

Não consideramos como aproximação negocial, nesta versão, as seguintes alterações:

O conceito de horário anual;
A possibilidade dos docentes poderem concorrer a 4 grupos de recrutamento; 
Pois estes princípios já estavam contemplados no anterior diploma dos concursos. 
Aliás no anterior diploma os professores podiam concorrer a todos os grupos de recrutamento.


Analisa a proposta do ME

Nuno Crato: “Esperava que entrassem 10 mil professores nos quadros, talvez 20 mil”

Vinculação - 15 anos de serviço?

Neste vídeo da SE que o Arlindo publicou, ao minuto 4:26, a SE fala num cenário de vinculação com 15 anos de serviço. A minha convicção é que aos 15 se vai chegar, aos 10 é que já tenho muitas dúvidas, pelo menos para o próximo ano.

25 de novembro de 2016

Próxima Reserva de Recrutamento a 6 de Dezembro

2. Reserva de Recrutamento (RR13)
2.1 Calendário
  • Pedido de horários (AE/ENA) – Até às 18.00 horas do dia 30 de novembro;
  • Validação (DGEstE) – Até às 18.00 horas do dia 2 de dezembro;
  • RR13 – 6 dezembro. 

10. Interrupção atividades letivas
Devido à interrupção das atividades letivas em resultado das férias de Natal, as Reservas de Recrutamento irão ser suspensas temporariamente durante o mês de dezembro.
Os AE/ENA poderão voltar a pedir horários a partir do dia 22 de dezembro. 

http://www.dgae.mec.pt/_main/listas2016_rr/rr12/NotaInformativaRR12.pdf

19 de novembro de 2016

Greve dos funcionários da EB 2/3 de Montelongo - Como os compreendo...


"Para além das reivindicações apresentadas a nível nacional, a falta de funcionários nesta escola, por atestado médico e aposentação, será a principal razão para a adesão à greve por parte destes profissionais, revelou ao Expresso de Fafe um dos grevistas.
A diretora do agrupamento, Maria José Marques, reconhece existir uma sobrecarga de trabalho e exemplifica: “Quando falta um professor, vem outro para substituir, mas quando falta um funcionário não vem ninguém e os que estão têm de fazer o trabalho pelos outros, porque a escola não pode parar”.
Muito havia para dizer, mas de nada vale porque, pelo menos, até 2021 o cenário não deve mudar.

16 de novembro de 2016

Vinculação - Tempo de serviço e tempo de duração do contrato

Quando faltam cerca de 15 dias para o início da negociação sobre o diploma dos concursos de professores, começam a sair algumas notícias que nos dão nota da posição de alguns sindicatos e associações sobre o tema. De entre as várias alterações que se vão falando, a vinculação de professores contratados chega mesmo a fazer capas de jornais.
Começa-se a criar a ideia de que 10 anos de tempo de serviço poderá ser a chave da entrada nos quadros. Pode-se questionar porquê 10 e não 5 ou mesmo 3 anos de tempo de serviço. (Não espera era ver a ANVPC a falar numa vinculação a três tempos em que num primeiro momento se vinculariam os professores com 20 anos de serviço até se chegar gradualmente aos professores com 10 anos de serviço.) 
A "intoxicação" da opinião pública com os 10 anos de serviço assenta num grande erro. Todos os professores sabem que 10 anos de serviço em muitos casos correspondem a muitos mais anos de trabalho. Sabem os professores que o tempo de serviço depende da carga horária e que 365 dias de serviço podem corresponder a dois, três ou mesmo mais anos de trabalho. Sabem os professores mas não o sabe muita gente. 
Para que não corramos o risco de combater uma injustiça com outra, seria sensato ponderar uma vinculação que para além de considerar o tempo de serviço também tivesse em conta o tempo de duração dos contratos.
Olhar para o tempo de serviço tal como ele consta nas várias listas de ordenação será outro erro, uma vez que o mesmo deve ser recontado tendo em conta apenas o tempo de serviço no ensino público, mas esta questão parece que, no actual contexto, poderá ser consensual.

7 de novembro de 2016

Vinculação - Começaram a sair as sentenças


"Ministério já foi condenado em primeira instância, devido à "norma-travão" que exige cinco contratos sucessivos para aceder aos quadros. Sindicatos exigem mudanças. Tutela diz ter propostas para as reuniões deste mês

Integrar já em 2017 cerca de dois mil professores nos quadros, adotando ainda um novo sistema de vinculação, ou manter as regras atuais e continuar a enfrentar processos judiciais que, no futuro, poderão sair mais caros ao erário público . Estas são as duas opções que o Ministério da Educação tem em mãos, numa altura em que se prepara para iniciar - no final do mês - aquela que será provavelmente a mais importante negociação da atual legislatura na área da Educação, com os concursos de professores como tema."

30 de setembro de 2016

ME admite ajustes em alguns mega-agrupamentos


"Num território "tão desigual", em que há meio urbano "de diferente configuração, meio suburbano e meio rural", o modelo implica "necessariamente alguns ajustamentos"."

Comentário: Eu por cá conheço um, mas duvido que desagregue, se bem que era a solução ideal para a ruralidade do meio e das mentes. 

8 de setembro de 2016

"Graves irregularidades" na contratação


Contactado pela agência Lusa, o presidente da associação, Luís Ferreira, especificou que há escolas que não colocaram a concurso todos os horários necessários para “guardarem lugares” para professores que já conhecem “ou amigos”, no âmbito da contratação de escola

30 de agosto de 2016

Os + e os - da publicação das listas de hoje

+
  • Terem saído antes do dia 1 de Setembro
  • O prazo para apresentação/aceitação só contar a partir de dia 1 de Setembro
  • Aparentemente não apresentarem erros


-
  • A Mobilidade por Doença ainda não ter saído
  • Colocação de alguns professores que obterão autorização MPD
  • A "bola de neve" de horários que serão libertados devido MPD
  • Os horários zero que poderão ser criados na MPD
  • O defraudar da expectativa criada pelo governo com a intenção manifestada em Janeiro de colocar os professores mais cedo
  • A não definição (como até aqui) de uma data exacta para as Reservas de Recrutamento



Conclusão: Não fosse o acto legislativo falhado da MPD e a intenção do Governo teria-se concretizado para bem de todos.

i: "MINISTRO DA EDUCAÇÃO FALHA PROMESSA DE COLOCAÇÃO ANTECIPADA DE PROFESSORES"

Jornal "i" 30/08/2016

Mais uma vez ME não garante apresentação de professores a 1 de Setembro

Mesmo com a publicitação das listas de colocação dos concursos de professores, hoje, dia 30 de Agosto, e com um prazo legal para apresentação de 72 horas (3 dias úteis), os professores colocados têm até dia 2 de Setembro para se apresentarem ao serviço. Mais do mesmo! 

Espera-se que as autorizações da Mobilidade por Doença saiam, ou estejam salvaguardadas, aquando da publicitação das listas de MI e CI, porque caso isso não aconteça a coisa vai complicar não só devido ao atraso que possa vir a ocorrer mas também devido a eventuais colocações em escolas que já não tenham falta de docentes em determinado grupo de recrutamento.

29 de agosto de 2016

Da previsão da saída das listas...

Quando aqui enalteci o facto da DGAE fazer uma previsão da saída das listas da RR pensei que as boas práticas tinham vindo para ficar. Pelos vistos enganei-me. Aguarda-se a publicitação das listas de colocação dos concursos de CI e MI e não há uma previsão sobre a saída das mesmas. 
A única coisa que foi tornada pública foi mesmo só a intenção frustrada do governo, em janeiro, de este ano colocar os professores mais cedo. Mais cedo que o ano passado, por exemplo, não é de certeza, esperemos é que não seja tarde... 

28 de agosto de 2016

Mobilidade por doença, listas e atrasos.

Foi pública a intenção do governo em  "(...) antecipar formação de turmas para colocar professores mais cedo", falta saber o porquê desta intenção ter saído completamente defraudada.

O atraso na saída das autorizações da Mobilidade por doença (que o ano passado saíram muito antes de Agosto) é notório. A este atraso não é alheia a inusitada situação do governo ter tentado mexer no diploma que regulamenta a Mobilidade por doença, para depois ter ficado praticamente tudo na mesma. 

Falta também saber até que ponto o atraso na Mobilidade por doença, motivado por um acto legislativo falhado, não está associado ao facto de ainda não terem sido publicadas as listas de colocação dos concursos deste ano.

"Publicidade" enganosa



Governo falha intenção de colocar professores mais cedo

O ano passado as listas saíram neste dia, 28 de Agosto. 

Pois bem, já aqui havia referido que se as listas não saíssem na já quase tradicional última sexta-feira de Agosto alguém ia ficar mal na fotografia. E ficou. Nem mesmo com a eliminação da estapafúrdia BCE o governo consegue a sua intenção de colocar professores mais cedo. 


Com a não saída das listas na sexta-feira perdeu-se um fim-de-semana que muito jeito daria para os professores desterrados organizarem a sua nova velha vida.

Para quem tem memória curta o Google é uma boa terapia e quem não tem com certeza que, tal como eu, se lembra disto:

21 de agosto de 2016

Listas: 26 de Agosto?

Em três dos últimos quatro anos (2012, 2013 e 2015) as listas de colocação de contratação e/ou mobilidade interna foram publicadas na última sexta-feira do mês de Agosto.
Este ano, a última sexta-feira do mês de Agosto é dia 26. 
Penso que fazia todo o sentido que as listas saíssem na quase já tradicional última sexta-feira do mês de Agosto, porque se não saírem no dia 26, mesmo que saiam na segunda-feira, dia 29, sairão mais tarde que o ano passado e alguém vai ficar mal na fotografia.

P.S. Nem me aquece, nem me arrefece. Já foi tempo!

14 de agosto de 2016

Da instabilidade...



"Estiveram nas escolas, no ano inteiro, 3782 contratados. Voltaram a ficar sem vínculo neste mês e têm de tornar a lutar por um lugar. Há quem tenha adiado a maternidade até aos 41 anos ou tenha ido viver a 555 km de casa

Sabiam que a estabilidade não ia ser fácil de encontrar. Mas nenhum deles imaginava que 15 ou 20 anos depois de terem começado a dar aulas, a entrada nos quadros do Ministério da Educação (ME) fosse apenas ainda uma miragem. Todos os anos a mesma rotina: chega agosto e milhares de professores ficam desempregados e têm de voltar a concorrer a um contrato nas escolas. Se tiverem sorte, conseguem um novo vínculo anual e completo. Mas isso também pode significar mudar para a outra ponta do país. Neste ano, estão nesta situação 3782 professores que estiveram a tempo inteiro nas escolas até 31 de julho."

17 de julho de 2016

II SEMINÁRIO LUSO-BRASILEIRO EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE, GÉNERO, SAÚDE E SUSTENTABILIDADE


Mais informações em:

III Congresso Internacional do CADIn - "Aprendizagem, Comportamento, Emoções em Tempos de Mudança"

"O III Congresso Internacional do CADIn, "Aprendizagem, Comportamento, Emoções em Tempos de Mudança" realiza-se no ISCTE IUL, em Lisboa, de 20 a 22 de outubro de 2016.
Este Congresso reúne um conjunto de especialistas nacionais e internacionais para dinamizar 12 workshops e mais de 20 conferências sobre áreas tão diversas como perturbações da linguagem, autismo, dificuldades de aprendizagem, PHDA, epilepsia, sono ou neuro-modulação não-invasiva. Haverá ainda espaço para a apresentação de comunicações livres e posters.
Com uma oferta eclética de temas e palestrantes,  programa foi cuidadosamente planeado para ir ao encontro de uma audiência diversificada de educadores, terapeutas, profissionais de saúde e cuidadores. Junte-se a nós nesta celebração muito especial de todos os que cuidam de pessoas especiais!
Mais informações e inscrições em www.congressointernacional2016.cadin.net."

30 de junho de 2016

Pelo EDUCARE.PT

Os autores de 15 blogues na área da educação assinam um post coletivo com a intenção de “recentrar” o debate em torno de questões que consideram pertinentes em matéria de políticas educativas, à parte a polémica instalada.


Uniram ideias na “blogosfera” em defesa da escola pública. Sentiram esse dever, perante os ataques sucessivos por parte dos defensores da manutenção dos contratos de associação que o Ministério da Educação decidiu acabar, face à existência de vagas no ensino público para os alunos que até agora estudavam nos colégios subsidiados pelo Estado.

José Morgado, que escreve no blogue Atenta Inquietude, Paulo Prudêncio (Correntes), Nuno Domingues (Educar a Educação), António Duarte (Escola Portuguesa), Anabela Magalhães (Anabela Magalhães), Ricardo Montes (Professores Lusos), Luís Costa (Bravio), Duílio Coelho (Primeiro Ciclo) e o autor anónimo do Assistente Técnico, aceitaram o desafio do EDUCARE.PT para darem mais corpo ao manifesto que subscreveram.

Pedem autonomia “real” para as escolas, querem menos intromissão do poder político e que o Ministério da Educação acabe com a desconfiança, dizem, instalada ao longo de vários anos na “5 de Outubro” em relação aos professores. Pelo meio ficam à espera de reformas, que consideram essenciais: na revisão curricular realizada pelo anterior ministro Nuno Crato e nas “excessivas” metas de aprendizagem, na carreira docente e no modelo de gestão escolar.

21 de junho de 2016

Pela Escola Pública


Enquanto membros da comunidade educativa e autores de diversos blogues de educação, temos opiniões livres e diversificadas. Porém a Escola Pública sendo um pilar social, merece o nosso esforço para nos unirmos no essencial. Este manifesto é uma tomada de posição pela valorização e defesa da Escola Pública.
Constituição da República Portuguesa explicita o quadro de princípios em que o Estado, como detentor do poder que advém dos cidadãos, tem de atuar em matéria educativa. O desinvestimento verificado nos últimos anos, bem como a deriva de políticas educativas, em matérias como a gestão de recursos humanos ou a organização e funcionamento das escolas e agrupamentos, tem ameaçado seriamente a qualidade de resposta da Escola Pública.
Importa por isso centrar o debate público nos seus fundamentos:
Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito e estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;
Considerando o nível de desigualdade social instalado importa aprofundar um trajecto de gratuitidade dos manuais escolares e um reforço da acção social escolar.
Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;
Dada a importância confirmada do acesso e frequência de educação pré-escolar é fundamental garantir a sua universalização geográfica e economicamente acessível a todas as crianças.
Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;
O ainda baixo nível de qualificação da população activa em Portugal exige uma opção política séria e competente em matéria de educação permanente e de qualificação.
Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;
Para que Portugal possa atingir os níveis de qualificação de nível superior definidos no quadro da União Europeia, é fundamental que se assegure uma política em matéria de bolsas de estudo. Portugal é um dos países da União Europeia em que a parte assumida pelas famílias nos custos de frequência de ensino superior é mais elevada.
Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais;
A resposta de escolas e agrupamentos às especificidades das comunidades educativas que servem exige um reforço sério da sua autonomia. A centralização burocratizada e um caminho de municipalização que mantenha a falta de autonomia das escolas irá comprometer esse propósito. A autonomia das escolas deve contemplar matéria de natureza curricular, organizacional e de funcionamento escolar, bem como recuperar e reforçar a sua gestão participada e democrática.
Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário;
Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades;
A promoção de uma educação verdadeiramente assente em princípios de inclusão exige meios humanos, docentes e técnicos, apoio às famílias, revisão do quadro legislativo que suporta a presença de alunos com Necessidades Educativas Especiais nas escolas, autonomia de escolas e agrupamentos.
Nos últimos anos a Escola Pública, instrumento para que os deveres constitucionais do Estado sejam cumpridos no domínio da Educação, tem sido sujeita a múltiplas dificuldades, com cortes, com lançamento em cascata de medidas que a burocratizam de forma doentia e tentam degradar ou desvalorizar com base em rankings, diversos e dispersos, onde se compara o incomparável, muitas vezes baseados em frágeis indicadores administrativos e funcionais, e não pedagógicos ou educacionais.
A valorização social e profissional do corpo docente e não docente, em diferentes dimensões, é uma ferramenta imprescindível e a base para um sistema educativo com mais qualidade.
A Escola Pública precisa de mais respeito, mais atenção, mais investimento e mais capacidade de, sendo pública, de todos e a todos acessível, sem outro dono que não o povo português, ter margem para se autogovernar e se adaptar a cada comunidade local, sem se esquecer que existe para cumprir objetivos nacionais fundamentais.

Portugal, 21 de Junho de 2016


Subscrevem (por ordem alfabética):
Alexandre Henriques – ComRegras
Anabela Magalhães - Anabela Magalhães
António Duarte - Escola Portuguesa
Duilio Coelho - Primeiro Ciclo
José Morgado - Atenta Inquietude
Luís Braga - Visto da Província
Luís Costa - Bravio
Manuel Cabeça - Coisas das Aulas
Nuno Domingues - Educar a Educação
Paulo Guinote - O Meu Quintal
Paulo Prudêncio - Correntes
Ricardo Montes - Professores Lusos

20 de maio de 2016

Aviso de Concurso da rede EEPC com Contrato de Associação

Já foi divulgado o aviso de concurso da rede EEPC com Contrato de Associação e a primeira palavra que me ocorre é: Parabéns. Parabéns ao Governo, ao Ministro da Educação e à Secretária de Estado que após tantos anos de abandono conseguiram trazer de volta a honestidade democrática à Educação. Estão verdadeiramente a educar a Educação.
Nos distritos de Braga e Coimbra a redundância que todos conheciam é agora confirmada pela nova rede de EEPC com contrato de associação.
Parabéns, tiro o meu chapéu!

Direita acusa Governo de favorecer a escola pública



A direita endoideceu, perdeu o tino, a vergonha, caiu-lhe a máscara!




19 de maio de 2016

Comunicado do Ministro da Educação

Comunicado do Ministro da Educação: Na Sequência da Notícia Publicada Hoje, Dia 18 de Maio de 2016, Pela Revista Sábado, com o Título «tiago Brandão Rodrigues Cometeu um Crime», o Ministério da Educação Esclarece:
1. é Totalmente Falso...

10 de maio de 2016

A redução de componente lectiva (art.º 79 do ECD) não se aplica no ensino particular...

... por isso atenção às comparações que se fazem entre o custo médio de uma turma no ensino público e os 80.500€/turma pagos pelo estado nos contratos de associação.
O valor de 54.000€/turma não é nada descabido! 
É também por isso que eu não deixo de comparar os 80.500€ com os custos das propinas do ensino particular puro. 

São contas à merceeiro?

Que eu saiba 2 horários de professores nos 2º, 3º ciclos e secundário perfazem 44 horas lectivas.
Que eu saiba também as matrizes curriculares andam entre as 26 e as 31 horas lectivas.
Penso que há aqui margem suficiente para outros custos!
Lembro também que no ensino particular não se aplica o artigo 79º do ECD!

Acho que vou contrariar o Arlindo...

... pelas contas que apresenta aqui: Acho que Vou Contrariar o Debate Contra o Ensino Particular e Cooperativo


Basta para o efeito que se multiplique a anuidade do preçário apresentado em baixo pelo número de alunos, podendo mesmo considerar turmas de 30 alunos que mesmo assim não se chega aos 80.500€/turma/ano que são pagos aos colégios com contrato de associação.
Comparemos o que é comparável!

Para que só 3% do ensino particular ande a fazer tanto barulho não deve ser certamente por estarem a ter prejuízo num negócio que até proliferou enquanto que o ensino público mingava! 



E que tal falar antes sobre os € provenientes dos colégios com contrato de associação que alegadamente são entregues às dioceses?


9 de maio de 2016

Pai, professor e contribuinte contra os contratos de associação

Desde sempre que me posicionei contra os contratos de associação e agora que o assunto voltou à ribalta não quero deixar de escrever novas palavras sobre o mesmo.
Quem acompanha o blogue sabe que considero muito o ensino particular, cresci nele, aprendi nele, comecei a trabalhar nele, terei a minha filha a estudar nele. Mas a minha consideração pelo ensino particular termina quando a este se junta a muleta dos contratos de associação, a quem eu chamo de ensino particular transvestido.
O ensino particular com contrato de associação quer o melhor de dois mundos, o dinheiro público e o poder da gestão privada. Aquando da publicação dos rankings de escolas é vê-lo a ir no embalo dos melhores resultados obtidos pelo ensino particular puro, mas para obter dinheiros públicos já agita a bandeira do ensino público. 
Alertei várias vezes para o circo do concurso que o governo anterior (anterior ao efémero), em fim de mandato, montou para garantir financiamento chorudo e garantido ao ensino particular com contrato de associação para a legislatura seguinte (a atual). Para isso legislou no sentido de garantir financiamento por início e durante toda a duração de cada ciclo de estudos (2º, 3º ciclos e ensino secundário). Chegou mesmo a não fazer depender o financiamento da não existência de cobertura da rede pública aplicada até então. Valeu tudo, enquanto o ensino público emagrecia a olhos vistos!

Agora vem o ensino particular com contrato de associação a terreiro manifestar-se para não perder o seu el dourado, nem que para isso se tenha de instrumentalizar toda a comunidade educativa (alunos incluídos!). Vi toda uma comunidade, dos lados de Famalicão, de amarelo vestido (com vereador da câmara laranja incluído). Talvez não fosse descabido começar a poupar o dinheiro do estado eventualmente gasto nas t-shirts para garantir alguma sobrevivência, mas não, no particular com contrato de associação, o dinheiro do estado chega para tudo! Basta fazer umas contas simples, que já as fiz noutros tempos, para ver que, por exemplo, no Colégio mais prestigiado de Braga o preço por turma, pago pelos pais, ronda os 60.000€/ano, já o estado paga 80.500€/ano por cada turma com contrato de associação.

Desenganem-se aqueles que pensam que os contratos de associação caminham para o fim. António Costa já veio garantir que será analisado caso a caso (traz água no bico), já não é mau, mas eu só acredito na verdadeira intenção da medida quando colégios como o de São Miguel de Refojos, responsabilidade do SCB, e que conta com a simpatia pessoal de ilustre dirigente e deputado do PS, veja o seu financiamento por contrato de associação descontinuado, por não abertura de concurso, em favor da escola secundária recém construída. Se assim for, tiro-lhe o meu chapéu!
Em determinados colégios, por exemplo os de propriedade das dioceses, tenho muito pouca esperança que os contratos de associação terminem, pois a transferência de parte desse dinheiro para as diferentes dioceses já se tornou alegadamente um hábito!

Por fim, como pai também pago o colégio da minha filha, como professor vejo colegas do ensino particular com contrato de associação concorrer em pé de igualdade com os docentes do ensino público (à frente dos outros colegas do particular puro) podendo entrar no ensino no público sem que a sua admissão no ensino particular obedecesse às regras do ensino público o que lhes permitiu acumular vários anos de tempo de serviço contínuos, e como contribuinte já me chega contribuir para o pagamento da escola pública pelo que não me parece razoável contribuir para o pagamento de opções escolares de outras famílias.

Por tudo isto e por mais coisas, mesmo sem auxílio de GPS, espero que esta vergonha dos contratos de associação, se possível, termine, bastando para o efeito não abrir novo concurso!

7 de abril de 2016

Comigo o TPC é estudar!


TPC que serve para mostrar floreados, ou para conseguir cumprir programas, ou para orientar centros de estudo, ou até mesmo para preencher o parâmetro do próprio TPC na avaliação, não recomendo! Mas há professores que gostam de ver o que os alunos copiam nos intervalos! Trabalho é na escola, para casa é preciso é saber orientar o estudo dos alunos.


Quando os TPC se transformam num pesadelo em tempo de férias 

5 de abril de 2016

EDULOG

O EDULOG é o Think Tank da Educação da
Fundação Belmiro de Azevedo
dedicado à Educação em Portugal, que tem como objetivo ajudar o país a construir um sistema de Educação de confiança.
13 de Abril, Convento do Beato

CONFERÊNCIA SOBRE O IMPACTO DA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE

na qual será apresentado o Estudo sobre o Valor atribuído pelos Portugueses à Educação e contará com as intervenções de John N. Friedman e Pedro Carneiro.
(Participação sujeita a confirmação e lugares disponíveis)
Mais informações:conferencia@edulog.pt

20 de março de 2016

Mais uma vez pelo caminho errado...


   Podia não escrever, guardar para mim, mas entendo que não devo deixar passar em claro atitude de quem desde cedo identifiquei as limitações, ou se quiserem as ausências, uma vez que para limitar é preciso ter o que se limita.
  Posso não ser exímio no modo, mas no conteúdo estou certo que não pecarei.
   Tenho por hábito visitar o site do Agrupamento de Escolas que mais me diz em termos de escola pública, por nele ter iniciado a minha profissão, proporcionando-me o primeiro contacto com a escola pública, ter exercido nele a maior parte dos meus 15 anos como professor, e por há três anos me ter disponibilizado para liderar um projecto que não deixasse ir o Agrupamento parar onde hoje chegou. Vontades e preconceitos assim não o entenderam, perdi as eleições, que nada significaria se não soubesse à priori que quem verdadeiramente as perdeu foi quem ao longo destes três anos tem deixado uma perda pedagógica e pessoal irreparável para quem lá passa - os alunos, para quem de lá vive - professores e funcionários.
     Pessoalmente, por mais que queiram colar a este e outros textos a ideia de ressabiamento, apenas lamento esses espíritos pobres de quem, à sua imagem, julga que os outros andam de mal com a vida. Enganam-se!
    Assim, nunca pensei que se chegasse ao ponto de usar a exibição pública de vídeos com os alunos do quadros de mérito do 4º, 6º e 9º anos:
    Para que, definitivamente, não seja mal interpretado, "até dou de barato" o conteúdo e a publicação provinciana do vídeo sobre o Agrupamento:

    Continuo a dizer aquilo que disse há três anos em sede de entrevista ao Conselho Geral Transitório: "Num concelho com três agrupamentos, só pela qualidade conseguiremos dar resposta aos nossos problemas e afirmarmo-nos, fazendo da qualidade o nosso cartão de visita". 

     Exibir é o acto de aparecer de modo forçado quando não se consegue aparecer naturalmente.

    Por fim, para que seja claro, fica o sublinhado na irresponsabilidade como se expõem publicamente os alunos, quer sejam os melhores (no caso dos 3 vídeos dos quadros de mérito), quer sejam os alunos em geral, incluindo alunos indefesos com necessidades educativas especiais (no caso do vídeo sobre o Agrupamento).

18 de janeiro de 2016

Colocação pela lista nacional de graduação profissional! Assim, sim!!!


"O Ministério da Educação vai substituir a Bolsa de Contratação de Escola (BCE) pela Reserva de Recrutamento, um concurso que se baseia numa lista nacional de graduação profissional, e que se vai aplicar em todas as escolas."

13 de janeiro de 2016

Redução de turmas com contrato de associação? Quando? 2020?



Comentário: O anterior governo, pouco antes de sair, alterou as regras de financiamento dos contratos de associação. Até deu à coisa a forma concurso de concurso público e tudo! Tipo chave-fechadura, mas concurso público. Com isso garantiu financiamento para os colégios com contrato de associação para a duração da legislatura seguinte (a actual). Fiz umas contas que não me apetece explicar em pormenor, mas que até batem certo com os valores publicados em DR. Com isso até 2018 a coisa vai andar por ano à volta dos 120 a 140 milhões de euros. Estou curioso para ver como o actual governo, ao querer reduzir as turmas com contrato de associação, vai dar volta neste beco, tanto mais que as turmas de 7º e 10º anos, por exemplo, autorizadas para abrir este ano lectivo, têm financiamento assegurado até 2018!


2015/16
2016/17
2017/18
2018/19
2019/20

2º Ciclo
5º;
5º; 6º
5º; 6º


3º Ciclo
7º; 8º; 9º
7º; 8º;
7º; 8º; 9º
8º; 9º

Secundário
10º; 11º; 12º
10º; 11º; 12º
10º; 11º; 12º
11º; 12º
12º

496
496
496
248


813
813
813
542
271

10º
411
411
411
274
137


1720
1720
1720
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2015
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2019
2020
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