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20 de maio de 2016

Aviso de Concurso da rede EEPC com Contrato de Associação

Já foi divulgado o aviso de concurso da rede EEPC com Contrato de Associação e a primeira palavra que me ocorre é: Parabéns. Parabéns ao Governo, ao Ministro da Educação e à Secretária de Estado que após tantos anos de abandono conseguiram trazer de volta a honestidade democrática à Educação. Estão verdadeiramente a educar a Educação.
Nos distritos de Braga e Coimbra a redundância que todos conheciam é agora confirmada pela nova rede de EEPC com contrato de associação.
Parabéns, tiro o meu chapéu!

Direita acusa Governo de favorecer a escola pública



A direita endoideceu, perdeu o tino, a vergonha, caiu-lhe a máscara!




19 de maio de 2016

Comunicado do Ministro da Educação

Comunicado do Ministro da Educação: Na Sequência da Notícia Publicada Hoje, Dia 18 de Maio de 2016, Pela Revista Sábado, com o Título «tiago Brandão Rodrigues Cometeu um Crime», o Ministério da Educação Esclarece:
1. é Totalmente Falso...

10 de maio de 2016

A redução de componente lectiva (art.º 79 do ECD) não se aplica no ensino particular...

... por isso atenção às comparações que se fazem entre o custo médio de uma turma no ensino público e os 80.500€/turma pagos pelo estado nos contratos de associação.
O valor de 54.000€/turma não é nada descabido! 
É também por isso que eu não deixo de comparar os 80.500€ com os custos das propinas do ensino particular puro. 

São contas à merceeiro?

Que eu saiba 2 horários de professores nos 2º, 3º ciclos e secundário perfazem 44 horas lectivas.
Que eu saiba também as matrizes curriculares andam entre as 26 e as 31 horas lectivas.
Penso que há aqui margem suficiente para outros custos!
Lembro também que no ensino particular não se aplica o artigo 79º do ECD!

Acho que vou contrariar o Arlindo...

... pelas contas que apresenta aqui: Acho que Vou Contrariar o Debate Contra o Ensino Particular e Cooperativo


Basta para o efeito que se multiplique a anuidade do preçário apresentado em baixo pelo número de alunos, podendo mesmo considerar turmas de 30 alunos que mesmo assim não se chega aos 80.500€/turma/ano que são pagos aos colégios com contrato de associação.
Comparemos o que é comparável!

Para que só 3% do ensino particular ande a fazer tanto barulho não deve ser certamente por estarem a ter prejuízo num negócio que até proliferou enquanto que o ensino público mingava! 



E que tal falar antes sobre os € provenientes dos colégios com contrato de associação que alegadamente são entregues às dioceses?


9 de maio de 2016

Pai, professor e contribuinte contra os contratos de associação

Desde sempre que me posicionei contra os contratos de associação e agora que o assunto voltou à ribalta não quero deixar de escrever novas palavras sobre o mesmo.
Quem acompanha o blogue sabe que considero muito o ensino particular, cresci nele, aprendi nele, comecei a trabalhar nele, terei a minha filha a estudar nele. Mas a minha consideração pelo ensino particular termina quando a este se junta a muleta dos contratos de associação, a quem eu chamo de ensino particular transvestido.
O ensino particular com contrato de associação quer o melhor de dois mundos, o dinheiro público e o poder da gestão privada. Aquando da publicação dos rankings de escolas é vê-lo a ir no embalo dos melhores resultados obtidos pelo ensino particular puro, mas para obter dinheiros públicos já agita a bandeira do ensino público. 
Alertei várias vezes para o circo do concurso que o governo anterior (anterior ao efémero), em fim de mandato, montou para garantir financiamento chorudo e garantido ao ensino particular com contrato de associação para a legislatura seguinte (a atual). Para isso legislou no sentido de garantir financiamento por início e durante toda a duração de cada ciclo de estudos (2º, 3º ciclos e ensino secundário). Chegou mesmo a não fazer depender o financiamento da não existência de cobertura da rede pública aplicada até então. Valeu tudo, enquanto o ensino público emagrecia a olhos vistos!

Agora vem o ensino particular com contrato de associação a terreiro manifestar-se para não perder o seu el dourado, nem que para isso se tenha de instrumentalizar toda a comunidade educativa (alunos incluídos!). Vi toda uma comunidade, dos lados de Famalicão, de amarelo vestido (com vereador da câmara laranja incluído). Talvez não fosse descabido começar a poupar o dinheiro do estado eventualmente gasto nas t-shirts para garantir alguma sobrevivência, mas não, no particular com contrato de associação, o dinheiro do estado chega para tudo! Basta fazer umas contas simples, que já as fiz noutros tempos, para ver que, por exemplo, no Colégio mais prestigiado de Braga o preço por turma, pago pelos pais, ronda os 60.000€/ano, já o estado paga 80.500€/ano por cada turma com contrato de associação.

Desenganem-se aqueles que pensam que os contratos de associação caminham para o fim. António Costa já veio garantir que será analisado caso a caso (traz água no bico), já não é mau, mas eu só acredito na verdadeira intenção da medida quando colégios como o de São Miguel de Refojos, responsabilidade do SCB, e que conta com a simpatia pessoal de ilustre dirigente e deputado do PS, veja o seu financiamento por contrato de associação descontinuado, por não abertura de concurso, em favor da escola secundária recém construída. Se assim for, tiro-lhe o meu chapéu!
Em determinados colégios, por exemplo os de propriedade das dioceses, tenho muito pouca esperança que os contratos de associação terminem, pois a transferência de parte desse dinheiro para as diferentes dioceses já se tornou alegadamente um hábito!

Por fim, como pai também pago o colégio da minha filha, como professor vejo colegas do ensino particular com contrato de associação concorrer em pé de igualdade com os docentes do ensino público (à frente dos outros colegas do particular puro) podendo entrar no ensino no público sem que a sua admissão no ensino particular obedecesse às regras do ensino público o que lhes permitiu acumular vários anos de tempo de serviço contínuos, e como contribuinte já me chega contribuir para o pagamento da escola pública pelo que não me parece razoável contribuir para o pagamento de opções escolares de outras famílias.

Por tudo isto e por mais coisas, mesmo sem auxílio de GPS, espero que esta vergonha dos contratos de associação, se possível, termine, bastando para o efeito não abrir novo concurso!