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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Do podre e da má gestão dos recursos humanos



Porque não é sério quando toma o todo pela parte.

Porque é hipócrita quando argumenta que: "Temos um número de candidatos muito superior ao número de lugares. Há algo de errado em pensar do ponto de vista dos alunos e querer os melhores professores?" - Se tivesse uma coisa que eu cá sei no sítio não falava em candidatos quando se refere aos professores contratados, e em professores quando se refere à qualidade do ensino. Não usava uma PACC para aferir a qualidade de quem não está no sistema, usava-a para os professores (ponto). Não o faz porque sabe que ao contrário da sentença do fim de profissão que dá aos reprovados, aos que não pode apontar a porta da rua iria dar-lhes um rótulo e continuar a levar com eles. Já para não falar que ia pendurar na corda da roupa uma ADD-faz-de-conta para ser vista por quem passasse.

Mas sabe o herói ter medo! Amedronta-se só de pensar em enfrentar todos, pegando apenas numa amostra que contem os mais fragilizados, como é apanágio dos fracos.

Mais um de muitos daqueles não eleitos mas ministeriavéis que não sabem lidar com os professores - esses malandros. Não lhe fazia mal nenhum aprender umas coisas sobre Gestão dos Recursos Humanos, mas também duvido do benefício!
Se esta sumidade percebesse que com profissionais motivados teria mais e melhor ensino, e que para tal não era necessário dar nada, que bastava não estragar ainda mais, isso é que era de admirar. 
No futuro espero que não haja mais artistas como este a aceitar o convite para ME. Assim poupam-me na desilusão de desacreditar em mais alguém que antes de ir para o poleiro recita de cor e salteado a lengalenga mas que depois perde o pio.
Lá diz o povo que quando se os perde se fica a falar fininho.

Porque há políticos que são como a fruta verde que ao apanhar saraiva passa directamente a podre sem nunca amadurecer, também a esperança qualquer dia cai de podre!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Nada - uma década de ensino público

Tendo começado a minha vida escolar no ensino público aos seis anos de idade, aos dez ingressei no internato de um Colégio onde concluí o ensino não superior. Durante o ano de estágio tive, apesar de restrita, uma primeira vivência no ensino público. Estava no terceiro ano da licenciatura quando me foi feito o convite para ingressar no quadro do Colégio quando a terminasse. Assim foi. Passados uns anos, por razões pessoais, resolvi deixar o quadro do Colégio e aceitar colocação numa escola pública. Estávamos em 2004. Passada uma década muito aprendi sobre/na escola pública. Como professor faltava-me esta experiência. Como pessoa também. Sempre como contratado passei por um bom número de escolas. Todas tinham um denominador comum - era possível fazer muito mais pelos alunos. Culpa de quem? Do sistema, a quem comummente se a atribui. Claro que fica aqui esta resposta porque não quero expor outras de foro interno. Contudo, o Ministério da Educação não por "ter as costas largas" mas pelas contínuas asneiras que tem feito é o grande responsável por, em meu entender, cada vez se mostrar que se faz mais pelos alunos numa escola pública em que longe vão os tempos em se fez tão pouco. Os mega-agrupamentos, o modelo de gestão escolar e as alterações curriculares foram marcantes do vazio da escola pública. O agrupamento de escolas com diferentes culturas e lideranças tem-se mostrado caótico. O modo de eleição e o modelo de gestão escolar que sobrevive a todas as alterações implementadas está podre. O exercício de engenharia curricular aplicado na mais recente e profunda alteração curricular foi, a par com a fusão dos agrupamentos, determinante para o descrédito que actualmente dou à escola pública. Visão corporativista? Se entendermos que um professor com mais de uma década no ensino público, servindo e servindo-se em horário anual, de repente passa um ano lectivo a fazer quatro substituições de um mês cada, menorizada a motivação, a qualidade do ensino não pode forçosamente ser a mesma, por isso não sejamos hipócritas ao pensar que a precariedade docente é uma questão corporativista, sejamos sérios e vejamos-a como uma visão pedagógica. Para os que pensam que independentemente de tudo o profissionalismo tudo supera, para eles o meu desprezo.

sábado, 29 de novembro de 2014

Da publicidade...

A melhor publicidade do ensino particular e cooperativo é feita pelo Ministério da Educação através do modo como gere a escola pública! É que não há semana em que a escola pública não seja notícia pelas piores razões! O ensino particular e cooperativo geralmente é notícia quando sai o ranking das escolas! Também por vezes se fala do ensino particular e cooperativo a propósito dos contratos de associação, mas esse é um ensino particular e cooperativo travestido!

sábado, 22 de novembro de 2014

Vistos gold - um caso de prostituição

Se o estranja não tiver meio milhão, a república fica singela e casta. Mas se o dito já tiver o guito então a donzela abre-lhe as pernas e deixa-o entrar.
Por bem a coisa veio da ala democrata-cristã senão era um sacrilégio.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

19/11 a 10/12/2014 - BCE - Prazo para os docentes cuja colocação foi anulada requererem compensação financeira

"APURAMENTO DE COMPENSAÇÕES FINANCEIRAS AOS PROFESSORES CUJA COLOCAÇÃO FOI ANULADA

A Comissão de Acompanhamento criada por Resolução do Conselho de Ministros para apurar possíveis compensações financeiras aos docentes contratados no âmbito da bolsa de contratação de escola no ano letivo de 2014/2015 e que viram anulada a sua colocação, por forma a viabilizar acordos extrajudiciais, informou que «a partir do dia 19 de novembro de 2014 e até ao dia 10 de dezembro de 2014, decorre o prazo de 15 dias úteis para que os docentes que se considerem lesados requeiram uma compensação financeira».
Os requerimentos podem ser:
  • remetidos por correio eletrónico para comissao.acompanhamento@sec-geral.mec.pt, acompanhados de cópias digitalizadas dos documentos comprovativos das despesas;
  • submetidos através do site da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência (www.sec-geral.mec.pt), no espaço dedicado à Comissão de Acompanhamento;
  • remetidos por correio, em carta registada, dirigidos à Comissão de Acompanhamento, para a morada Avenida 5 de Outubro, n.º 107, 1069-018 Lisboa;
  • entregues pessoalmente no Centro de Informação e Relações Públicas (CIREP), na Avenida 5 de Outubro, n.º 107, 1069-018 Lisboa e dirigidos à Comissão de Acompanhamento.
Uma minuta de requerimento está disponível em Comissão de Acompanhamento no site da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência, através do endereço www.sec-geral.mec.pt.
A Comissão de Acompanhamento é presidida pelo Juiz Conselheiro Jubilado José Vitor Soreto de Barros, indicado pelo Conselho Superior da Magistratura, e integra como representante do Ministério das Finanças Jaime Pereira Alves, Chefe do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, como representante do Ministério da Educação e Ciência Raúl Capaz Coelho, Secretário-Geral do Ministério da Educação e Ciência, e duas personalidades independentes que melhor representarão os interesses dos lesados, dada a sua extensa experiência e contacto com a contratação de professores e professores contratados, Álvaro Almeida dos Santos e Manuel Castilho Esperança."

Os bons e os maus alunos às boas e às más Universidades e "tascas" voltarão...